Brasileiros são presos em Portugal por suspeita de tráfico internacional com 900 kg de cocaína em carga de açúcar

Droga foi localizada no Porto de Leixões escondida em contêineres; investigação aponta uso de empresa fictícia para esquema de importação

Droga foi achada em sacos de açúcar durante fiscalização - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 25/04/2026, às 20h05 - Atualizado às 20h30

Dois brasileiros foram detidos em Portugal suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável pela importação de cerca de 900 quilos de cocaína a partir do Brasil. A droga, segundo a investigação, estava escondida em um carregamento de açúcar que chegou ao país europeu pelo Porto de Leixões, em fevereiro deste ano.

Os presos foram identificados como Marcelo Sousa Costa e Douglas Soriano Júnior. Eles foram capturados na última quinta-feira (23), no momento em que, de acordo com a acusação, se preparavam para deixar o território português e retornar ao Brasil. O caso é conduzido pela Procuradoria da República da Comarca de Braga.

De acordo com a denúncia, o grupo atuava de forma estruturada, com a participação de ao menos cinco pessoas, incluindo um cidadão português e outros dois brasileiros. A investigação aponta que uma empresa de fachada teria sido criada para dar aparência legal ao transporte de cargas, que eram usadas para ocultar a droga em meio a alimentos importados.

Investigação

A cocaína foi descoberta durante uma fiscalização das autoridades portuguesas. No total, 20 sacos com o entorpecente estavam distribuídos em dez contêineres de açúcar, que seriam entregues a um depósito operado por uma empresa chamada Hino da Terra, apontada como parte da estrutura montada para viabilizar o esquema.

Segundo a acusação, Marcelo Sousa Costa seria o principal articulador da operação, responsável pela criação de empresas e pela definição de ordens financeiras e logísticas. Douglas Soriano Júnior, por sua vez, teria atuado como seu braço direito, com participação na gestão de recursos do grupo.

O cidadão português citado no processo seria o responsável por constituir as empresas utilizadas na suposta fraude, enquanto os demais envolvidos teriam auxiliado na articulação entre os integrantes e na execução das operações.

Os dois brasileiros respondem por tráfico internacional de drogas e associação criminosa. A defesa afirma que o processo corre em segredo de justiça e indica que pretende solicitar a revisão das medidas cautelares aplicadas, além de recorrer ao Tribunal da Relação, se necessário.

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