Barba, tesoureiro do PCC, é preso na capital

Facção movimentava milhões e vigiava comunidades com câmeras clandestinas; 36 foram presos em operação no litoral paulista

Relógios de luxo, joias e veículos de alto padrão foram apreendidos durante megaoperação - Imagem: Divulgação | Polícia Civil

Lívia Gennari Publicado em 30/06/2025, às 09h00 - Atualizado às 17h13

A Polícia Civil prendeu um dos principais responsáveis pela contabilidade do Primeiro Comando da Capital (PCC) durante uma operação deflagrada na capital paulista. O suspeito, Alex Amaro de Oliveira, conhecido como "Barba", atuava como tesoureiro da facção criminosa e foi preso ao lado de seu braço direito, conhecido como "Irmão Wesley". De acordo com o delegado responsável, ambos eram encarregados de transferir o dinheiro arrecadado com o tráfico de drogas na Baixada Santista para a liderança da organização.

Durante a ação, os agentes encontraram cadernos com registros detalhados da movimentação financeira da quadrilha. De acordo com a polícia, cada ponto de tráfico controlado pela facção movimentava cerca de R$ 50 mil por dia. As equipes também localizaram uma central clandestina de monitoramento por câmeras instalada em comunidades da capital, usada para vigiar ações policiais e rivais.

Além das prisões, a operação resultou na apreensão de itens de alto valor com o tesoureiro, incluindo joias, relógios de luxo e dois carros avaliados em mais de R$ 300 mil cada. A ação integra uma megaoperação do Deinter-6, que atua em 24 cidades com foco no combate ao crime na Baixada Santista e no Vale do Ribeira.

Após um mês de investigações com apoio de inteligência policial, a operação foi deflagrada às 6h da manhã da última quarta-feira (25), e seguiu até o meio-dia de quinta (26). Ao todo, 36 pessoas foram presas em flagrante, 11 adolescentes apreendidos, e cumpridos 68 mandados de busca e 29 de prisão.

Ao todo, a ação resultou na apreensão de 36 veículos, quatro armas de fogo, cerca de 78 quilos de drogas, além de documentos e materiais usados na contabilidade do tráfico. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros envolvidos na logística financeira e operacional da facção criminosa. Novas fases da operação podem ocorrer nesta semana.

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