TARIFAÇO

Tarcísio alerta para 120 mil demissões após tarifa imposta por Trump

Governador de São Paulo expressa preocupações sobre a nova tarifa de 50% dos EUA, que pode gerar perda de empregos e afetar o PIB

Governadores criticam a falta de diálogo entre Brasil e EUA - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Marcelo Camargo

William Oliveira Publicado em 28/07/2025, às 13h34

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou sérias preocupações neste sábado (26) quanto ao impacto econômico que o estado pode sofrer com a nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras.

A medida, anunciada pelo presidente americano Donald Trump, entra em vigor em 1° de agosto e foi apresentada como uma resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de envolvimento em tentativa de golpe. Tarcísio alertou que a medida pode gerar a perda de até 120 mil empregos no estado.

Durante participação no festival de investimentos Expert XP 2025, realizado no São Paulo Expo, o governador afirmou que os impactos serão profundos, atingindo o Produto Interno Bruto (PIB), a massa salarial e o nível de emprego. Estimativas indicam que a queda no PIB paulista pode variar entre 0,3% e 2,7%.

Setores como o agropecuário e o cafeeiro estão entre os mais vulneráveis às novas tarifas. A exportação de laranja, base da indústria de sucos com forte presença no mercado norte-americano, deve ser severamente atingida. Tarcísio destacou ainda o risco enfrentado pelos pequenos produtores de café, que dependem das exportações pelo Porto de Santos.

Governadores presentes ao evento também criticaram a falta de diálogo entre os governos brasileiro e norte-americano. Ronaldo Caiado, governador de Goiás, defendeu uma atuação diplomática mais pragmática e eficaz para evitar crises como a atual. Segundo ele, a ausência de interlocução direta agrava a situação comercial.

Rua 25 de Março na mira 

Em paralelo à tensão comercial, a tradicional Rua 25 de Março, no centro de São Paulo, entrou na mira de investigações lideradas pelos Estados Unidos. O local, famoso pelo comércio popular, foi classificado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA como um dos maiores centros de venda de produtos falsificados no mundo.

O relatório americano aponta falhas graves na proteção à propriedade intelectual no Brasil, reforçando a pressão sobre autoridades locais para coibir a pirataria

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