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Shopping de alto padrão em São Paulo pode deixar portfólio do Funda da XP

Empreendimento reúne grifes de alto luxo em área nobre da capital paulista

- Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Gabriela Nogueira Publicado em 16/01/2026, às 18h53

O fundo imobiliário XP Malls, maior veículo do país dedicado a shoppings centers, se movimenta para deixar um dos endereços mais exclusivos do varejo paulistano. A gestora prepara a venda de sua participação de 30% no Shops Jardins, centro de compras voltado ao público de alto luxo localizado no bairro dos Jardins, em São Paulo.

A negociação envolve o JHSF Capital Malls, fundo ligado ao grupo JHSF, que já detém uma fatia do empreendimento. Hoje, além dos 30% pertencentes ao fundo da XP, o shopping tem 55% sob controle direto da JHSF e outros 15% com o fundo imobiliário da própria companhia. Com a possível operação, a tendência é que o ativo fique totalmente concentrado nas mãos do grupo JHSF, de forma direta ou indireta.

O Shops Jardins foi inaugurado no fim de 2020 e nasceu como um projeto de perfil boutique, distante do modelo tradicional de grandes centros comerciais. Instalado na Rua Haddock Lobo, a poucos metros da Rua Oscar Freire, o empreendimento ocupa um dos metros quadrados mais caros do país e aposta em uma experiência mais exclusiva, com área compacta e curadoria de marcas de alto padrão.

Com cerca de 4,5 mil metros quadrados de área bruta locável, o shopping reúne pouco menos de cem lojas, entre elas grifes internacionais como Dior, Gucci, Louis Vuitton e Tag Heuer. O conceito se diferencia de outros ativos do grupo, como o Cidade Jardim, que possui dimensões muito maiores e uma oferta mais ampla de serviços.

A relação entre XP Malls e JHSF no setor não é recente. O fundo da XP participou do projeto desde a fase inicial e formalizou a inclusão do Shops Jardins em seu portfólio em meados de 2021. As duas partes, inclusive, mantêm parceria em outros empreendimentos e trabalham juntas no desenvolvimento de um novo shopping de perfil semelhante na região da Faria Lima.

A possível venda da participação faz parte de uma estratégia de ajuste de portfólio do fundo, em um momento em que gestores do mercado imobiliário buscam reciclar ativos, liberar capital e focar em projetos com maior potencial de retorno no médio e longo prazo.

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