Atualmente, 3,7% dos coletivos utilizam energia limpa, enquanto a meta para 2024 era de 20%
Marina Milani Publicado em 09/12/2024, às 07h08
São Paulo conta com 489 ônibus elétricos, incluindo modelos a bateria e trólebus. Este número representa o maior avanço na eletrificação de transporte público no Brasil. Apesar disso, alcançar a marca de 20% da frota movida a energia limpa exige superar barreiras relacionadas a custos e infraestrutura.
Um dos principais desafios é a adequação das garagens para recarregar os ônibus. Um estudo indicou que 90% das garagens podem operar com até 50 ônibus elétricos sem grandes reformas, mas ampliações mais significativas demandariam cerca de R$ 2 bilhões.
A Enel, responsável pela rede elétrica, e sua subsidiária Enel X estão em diálogo com as operadoras de transporte para implementar as adaptações necessárias.
A Lei do Clima (16.802/2018) determina que 50% da frota municipal use energia limpa até 2028. Isso exige a ampliação de 14 vezes no número atual de ônibus elétricos, além de melhorias na infraestrutura e parcerias com empresas do setor.
O desafio agora é acelerar a instalação de infraestrutura para suporte à frota elétrica e ampliar os investimentos, garantindo a sustentabilidade do transporte público paulistano.