Estado registra nível mais baixo dos reservatórios em dez anos e aciona regime escalonado para conter desabastecimento
Gabriela Thier Publicado em 24/10/2025, às 17h25
O Estado de São Paulo lançou nesta sexta-feira (24) um plano de contingência para o abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo que prevê, em cenários críticos, reduções de pressão de até 16 horas por dia e, no limite mais grave, o rodízio de fornecimento.
O anúncio ocorre em meio à queda acentuada nos níveis dos reservatórios, que chegaram ao menor patamar em dez anos.
Como funciona o novo esquema
O plano operacional foi estruturado em sete faixas de gravidade, cada uma definindo um conjunto de ações progressivas conforme a deterioração da situação hídrica.
O que motivou o plano
Os níveis dos mananciais que abastecem a capital estão em queda há meses, em meio a chuvas abaixo da média e ao consumo elevado. O Sistema Cantareira, maior responsável pelo abastecimento da Grande São Paulo, está com indicadores em níveis semelhantes ao de 2014-15, quando ocorreu uma das maiores crises hídricas da história da região.
Autoridades dizem que o plano busca evitar que a situação chegue ao ponto em que o rodízio seja inevitável, adotando as etapas antes disso para tentar segurar o sistema.
O que muda para o morador
Na prática, as famílias podem perceber queda de pressão ou até interrupção do fornecimento em determinados períodos da noite ou da manhã, se o Estado avançar para faixas mais severas. A administração recomenda que as pessoas intensifiquem o uso consciente da água — como evitar banhos longos, não deixar torneiras abertas desnecessariamente e checar vazamentos — para que as etapas mais rígidas sejam evitadas.
Além disso, algumas áreas mais vulneráveis poderão receber apoio emergencial ou serviços alternativos caso o rodízio se torne necessário.