Transporte

Reajuste das tarifas de ônibus na Grande SP: só 4 cidades garantem preços iguais

A maioria das cidades da Grande SP ainda não se posicionou sobre o reajuste das tarifas de ônibus para o início do ano

A maioria das cidades da Grande SP ainda não se posicionou sobre o reajuste das tarifas de ônibus para o início do ano - Imagem: Reprodução / Paulo Pinto / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 18/12/2025, às 17h46

Com a chegada do novo ano, é comum que as tarifas de ônibus na Grande São Paulo passem por reajustes. Uma análise realizada pela TV Globo nas 39 cidades da região metropolitana revelou que, até o momento, apenas quatro municípios – Itapevi, Mairiporã, Poá e Suzano – confirmaram que não pretendem aumentar o valor da passagem em janeiro.

Na capital paulista, a administração municipal ainda não se manifestou sobre a possibilidade de um aumento tarifário. Em uma declaração no dia 8 de dezembro, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) mencionou que a decisão seria divulgada na segunda quinzena do mês, baseada em estudos realizados pela SPTrans sobre os custos do sistema para o próximo ano.

Em uma entrevista ao programa "Roda Viva", exibido pela TV Cultura no dia 15 de dezembro, Nunes esclareceu que os resultados do estudo da SPTrans só devem ser apresentados após o dia 20 de dezembro. Atualmente, a cidade conta com uma frota de aproximadamente 12 mil ônibus, que realizam o transporte de cerca de 7 milhões de passageiros diariamente. Entre janeiro e novembro deste ano, a prefeitura destinou R$6,3 bilhões em subsídios para manter a operação do sistema.

Alguns municípios da região, como Guararema, Santa Isabel, São Caetano do Sul e São Lourenço da Serra, mantêm um sistema de transporte gratuito. As prefeituras dessas cidades arcam integralmente com os custos operacionais. Em São Caetano do Sul, por exemplo, o governo municipal investe cerca de R$3 milhões mensais para atender aproximadamente 70 mil usuários.

Por outro lado, as prefeituras de Biritiba Mirim, Pirapora do Bom Jesus e Salesópolis informaram à reportagem do G1 que não dispõem de linhas municipais de ônibus. Nessas localidades, o transporte é majoritariamente realizado por meio das linhas da EMTU, responsável pelo transporte intermunicipal sob gestão do estado.

Até o fechamento desta matéria, a maioria dos municípios ainda não havia definido se haverá reajuste nas tarifas para janeiro. Cidades como Arujá, Barueri, Caieiras, Diadema, Embu das Artes, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itaquaquecetuba, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santana de Parnaíba, Santo André e São Bernardo do Campo estão entre as que permanecem sem posicionamento claro sobre o tema.

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