O novo bosque, inaugurado sob a Ponte Presidente Jânio Quadros, é parte de um programa que visa aumentar a área verde da cidade até 2028
Letícia Sales Publicado em 09/01/2026, às 12h12
A cidade de São Paulo ganhou nesta quinta-feira (8) seu 11º bosque urbano. Localizado sob a Ponte Presidente Jânio Quadros, na Vila Guilherme, Zona Norte, o Bosque Macuco foi oficialmente inaugurado pela Prefeitura em uma cerimônia que marcou também o lançamento do programa "Adote um Bosque". O novo espaço, com cerca de 3.700 metros quadrados, recebeu o plantio de 50 mudas e agora abriga 634 árvores de mais de 40 espécies nativas.
O prefeito Ricardo Nunes participou do plantio simbólico ao lado de 20 crianças do programa Recreio nas Férias. Ele destacou a importância dessas áreas verdes, que podem reduzir a temperatura local em até seis graus, e anunciou a meta de chegar a 50 bosques urbanos até 2028. O programa de adoção permitirá que empresas, associações, igrejas e até cidadãos assumam a responsabilidade pela conservação de um bosque, em troca da possibilidade de instalar uma placa de identificação no local, seguindo as regras municipais.
A área, que antes sofria com descarte irregular de lixo e entulho, passou por um processo completo de recuperação ambiental. O trabalho incluiu cercamento, limpeza e o plantio progressivo de centenas de árvores. As mudas utilizadas são produzidas no Viveiro Manequinho Lopes, no Parque Ibirapuera, e incluem espécies como ipê-amarelo, jequitibá, araçá e jerivá. Uma goiabeira transplantada da obra do Piscinão da Mooca também foi integrada ao novo bosque.
Atualmente, a capital paulista conta com 11 bosques urbanos criados desde 2019, somando aproximadamente 40 mil metros quadrados de áreas verdes e mais de 4.400 árvores de 90 espécies diferentes. Outros 27 bosques estão em fase de implantação, o que deve adicionar cerca de 200 mil metros quadrados de cobertura vegetal à cidade, com o plantio de 20 mil novas árvores.
Os bosques urbanos funcionam como importantes "pulmões" na malha da cidade, aumentando a permeabilidade do solo, reconstituindo habitats naturais e melhorando a qualidade do ar ao absorver gás carbônico. O programa de adoção, regulamentado por decreto, estabelece que os interessados devem apresentar uma proposta técnica à Secretaria Municipal das Subprefeituras, com parcerias que podem durar de seis meses a três anos, renováveis, exigindo a indicação de um profissional qualificado para o manejo das áreas.