Cerca de 250 funcionários foram demitidos
Gabriela Thier Publicado em 12/11/2024, às 19h09
A Prefeitura de São Paulo, sob a liderança do prefeito Ricardo Nunes, anunciou a instauração de uma investigação para apurar as circunstâncias envolvendo o falecimento de pacientes no Hospital Bela Vista, que será definitivamente encerrado. A medida resultará na dispensa de 520 colaboradores. O hospital, que prestava serviços a pessoas em situação de vulnerabilidade social, foi interditado provisoriamente pela Vigilância Sanitária em 31 de outubro, devido a falhas estruturais. Um relatório do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) apontou que cerca de 30 pacientes morreram nas instalações da unidade entre agosto e setembro.
Durante o período em que esteve interditado, o Hospital Bela Vista abrigava 100 pacientes internados; atualmente, restam apenas 16. Detalhes sobre o realocamento desses pacientes após o fechamento definitivo não foram disponibilizados. Inaugurado em abril de 2020, o hospital foi inicialmente adaptado para tratar casos da COVID-19 durante a crise pandêmica. A gestão do hospital é realizada pela Prefeitura em cooperação com a Organização Social de Saúde Afne. O prefeito Nunes esclareceu que as demissões se devem à inviabilidade financeira de manter os custos operacionais.
Este encerramento representa o segundo caso de interdição de hospitais municipais pela Vigilância Sanitária em um período de um ano. Anteriormente, em novembro de 2023, o Hospital Municipal Brigadeiro também enfrentou interdição devido a irregularidades em seu funcionamento.