O caso é investigado pela Polícia Civil no Inquérito nº 1315/2025, em tramitação no 78º Distrito Policial (Jardins), que apura denúncias de ameaça e perseguição no contexto de uma disputa familiar judicial
Redação Publicado em 21/12/2025, às 19h06
A disputa envolvendo a família do empresário Silvio Tini de Araújo ganhou um novo e tenso capítulo na esfera criminal. Um inquérito policial em trâmite no 78º Distrito Policial (Jardins), registrado sob o nº 1315/2025, apura denúncias de ameaça e perseguição contra João Araújo, que apontou às autoridades a suposta ligação dos fatos com o próprio pai e com o escritório de advocacia que o representa.
Em depoimento prestado no dia 6 de novembro de 2025, João relatou às autoridades que teme por sua integridade física e vida, citando explicitamente sentir-se ameaçado pelos advogados que representam suas irmãs e seu pai, Silvio Tini. O declarante identificou que tais advogados integram a banca da renomada advogada Priscila Maria Pereira da Fonseca, com sede no Morumbi.
A Perseguição no Trânsito
O registro policial detalha um episódio ocorrido na manhã de 10 de outubro de 2025. Segundo o termo de declarações, João José transitava em seu veículo, acompanhado de dois seguranças, pela Rua Teodoro Sampaio, próximo à Avenida Pedroso de Morais, quando a equipe de proteção identificou que estava sendo seguida.
Um Toyota Corolla preto, de placas QQN-9B77, teria perseguido o carro de João José por "algum tempo". Ao parar em um semáforo, os seguranças de João, temendo um atentado, abordaram o veículo suspeito. O motorista do Corolla teria alegado ser motorista de aplicativo ("UBER") e fugido do local rapidamente em seguida.
O Contexto da Disputa
Para a polícia, a vítima conectou o episódio diretamente a uma briga judicial familiar. João José informou que existe uma ação na esfera cível onde figuram como partes contrárias suas irmãs, Maria Fernanda Oliveira de Araújo Pinheiro e Carla Terzagui Tuck Schneider, bem como seu pai, Silvio Tini de Araújo.
O depoimento também lança luz sobre a figura de Denis Costa de Oliveira, listado como testemunha da parte contrária no processo cível e investigado na atual apuração criminal. Segundo o relato, Denis já prestou serviços de segurança terceirizada para a família do declarante.
Investigação em Curso
O caso foi registrado como aditamento a um Boletim de Ocorrência anterior (IJ5347/2025), que já tratava de ameaças sofridas no interior do estabelecimento "Bistrô de Paris".
Ao formalizar a denúncia, João solicitou que os fatos sejam esclarecidos, enfatizando o temor gerado pelas alegações feitas na Justiça pelos advogados ligados ao escritório de Priscila da Fonseca e a possível conexão com os episódios de perseguição física. A Polícia Civil segue investigando o caso.