Grupo pretendia usar bombas e armas brancas em ação coordenada em São Paulo e outros estados
Lívia Gennari Publicado em 02/02/2026, às 16h44
Doze pessoas foram detidas nesta segunda-feira (2), em São Paulo e cidades vizinhas, suspeitas de planejar ataques violentos na Avenida Paulista. A ação, que estava prevista para ocorrer hoje na tarde desta segunda, incluía o uso de explosivos caseiros e armas brancas, e poderia ter desdobramentos em outras localidades do país.
A investigação foi conduzida pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), setor da Secretaria de Segurança Pública (SSP) que reúne policiais civis, militares e peritos digitais. Segundo a SSP, o monitoramento identificou aumento no compartilhamento de termos e conteúdos relacionados a atentados e crimes violentos em plataformas digitais.
Os suspeitos teriam usado um chat do Telegram, com cerca de 8 mil participantes, para organizar o atentado. Nos grupos, líderes compartilhavam instruções sobre como fabricar explosivos, bloquear sinais de celulares, infiltrar-se em manifestações e identificar policiais disfarçados.
As prisões aconteceram em ações simultâneas na capital paulista, Osasco, São Caetano do Sul e Botucatu. Durante a operação, foram apreendidos simulacros de armas de fogo, mas os materiais explosivos que seriam usados ainda não foram localizados. A SSP destacou que a ação evitou a execução do plano, garantindo a segurança da população.