Juliana Bassetto, de 27 anos, morreu após inalar vapores químicos na piscina; marido e outras seis pessoas também foram intoxicados
Letícia Sales Publicado em 12/02/2026, às 10h11
A Polícia Civil de São Paulo solicitou o indiciamento dos proprietários da academia C4 Gym, na zona leste da capital, após a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos. Ela sofreu uma parada cardíaca depois de apresentar um quadro grave de intoxicação ao utilizar a piscina do estabelecimento. Outras sete pessoas, incluindo o marido da vítima, também passaram mal.
Os empresários foram ouvidos na noite de quarta-feira (11) e liberados em seguida. O inquérito policial segue em andamento para esclarecer as circunstâncias do caso.
De acordo com as investigações, um funcionário da academia preparou uma mistura de cloro que seria utilizada no tratamento da água da piscina. Embora o produto não tenha sido despejado na água, o recipiente com a substância teria permanecido próximo aos frequentadores, que inalaram os vapores químicos.
Juliana começou a apresentar dificuldades respiratórias pouco depois da exposição. Ela foi socorrida e encaminhada a um hospital, mas não resistiu. O marido da professora também foi intoxicado e permanece internado em estado grave. Outras seis pessoas relataram sintomas compatíveis com intoxicação.
A polícia informou que o funcionário responsável pelo preparo do cloro não é piscineiro. Além disso, a academia não possuía alvará de funcionamento.
O Ministério Público de São Paulo apura se outras unidades da rede C4 Gym estão regularizadas. As investigações continuam para determinar eventuais responsabilidades criminais.