Dois homens foram identificados como suspeitos do assassinato do cabeleireiro José Roberto Silveira, conhecido como Betto Silveira, em São Paulo
William Oliveira Publicado em 27/11/2025, às 08h16
A Polícia Civil de São Paulo confirmou a identificação de dois suspeitos envolvidos na morte do cabeleireiro José Roberto Silveira, conhecido como Betto Silveira. O corpo do profissional foi encontrado amarrado e amordaçado em sua residência, localizada no bairro Alto de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista.
Segundo o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), os suspeitos foram identificados por meio da análise de imagens captadas por câmeras de segurança da rua. As gravações mostram os homens deixando o imóvel da vítima no sábado (22), data em que o crime ocorreu.
O DHPP formalizou um pedido de prisão temporária para os dois indivíduos e aguarda a decisão do Poder Judiciário.
Na noite da quarta-feira (26), uma terceira pessoa chegou a ser detida pela Polícia Militar como possível envolvida no assassinato. Após prestar esclarecimentos, ela foi liberada.
Betto Silveira, de 59 anos, foi encontrado morto em seu quarto na tarde do mesmo sábado. Informações preliminares apontam que ele estava com as mãos e pés amarrados com fios de telefone e a boca amordaçada com uma toalha. A autópsia revelou hematomas nos braços, no ombro e no nariz.
O corpo foi descoberto por um sócio e uma prima, que foram até a residência após não conseguirem contato com o cabeleireiro. A Polícia Militar foi acionada e encontrou Betto já sem vida, conforme registrado no boletim de ocorrência.
As câmeras de segurança registraram também que o cabeleireiro saiu de carro às 1h39 e retornou às 2h13. Às 5h53, dois homens deixaram a casa a pé. Para os investigadores, as imagens sugerem que a vítima pode ter retornado acompanhada ou que os suspeitos já estariam no local antes de sua chegada.
A diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, declarou: “Nos parece que foi alguém que entrou com ele. Pode ter sido uma discussão que aconteceu lá. Não tem indícios de que foi roubado alguma coisa, pelo menos por enquanto”.
Foram encontradas marcas de sangue na cama e nos travesseiros da vítima. No banheiro, havia uma faca sobre a pia, sem sinais aparentes de sangue, conforme as informações dos investigadores do 14º Distrito Policial de Pinheiros, que apura o caso.
Betto Silveira cuidava da mãe de 98 anos, que possui dificuldades de locomoção. Segundo a prima da vítima, a idosa acordou acreditando que o filho havia saído cedo sem alimentá-la e, sem conseguir contato, pediu ajuda à sobrinha. Ela também relatou que a mãe estava trancada dentro de casa e precisou da ajuda dos vizinhos para sair. No piso inferior do imóvel funcionava o salão de beleza administrado por Betto. Não foram identificados sinais de arrombamento na residência pela Polícia Militar.