INVESTIGAÇÃO

Pedido de exumação de PM encontrada morta será avaliado pela Justiça

A Justiça de São Paulo avalia o pedido da Polícia Civil para exumar o corpo da soldado da PM Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde morava no Brás, região central da capital

Família informou que concorda com o pedido de exumação feito pela Polícia Civil - Imagem: Reprodução / Redes Sociais

William Oliveira Publicado em 04/03/2026, às 12h33

A Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça a exumação do corpo da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro. A medida busca esclarecer questionamentos técnicos levantados pelo médico legista sobre a causa da morte.

Gisele foi localizada sem vida no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, no bairro do Brás, região central da capital paulista.

O caso, inicialmente registrado como suicídio, foi reclassificado como morte suspeita após novos elementos surgirem no inquérito. A família da policial, representada pelo advogado José Miguel Junior Silva, informou que não se opõe à exumação e criticou a preservação do local da ocorrência. Segundo a defesa, o imóvel teria sido alterado antes da perícia, o que pode ter comprometido a análise inicial.

Durante a investigação, familiares apresentaram mensagens que indicariam um relacionamento conturbado. De acordo com os relatos, Gisele enfrentava dificuldades no casamento e cogitava a separação. Conversas anexadas ao inquérito mostram que o oficial afirmava ter acesso às redes sociais da esposa e monitorava interações dela com terceiros.

O tenente-coronel foi afastado das funções enquanto as apurações prosseguem. Nesta quarta-feira (4/3), a Justiça determinou que o inquérito tramite sob sigilo.

Em depoimento, o oficial declarou que estava no banho no momento do disparo e sustentou que a esposa teria tirado a própria vida após não aceitar um pedido de divórcio. A versão é contestada pelos familiares, que defendem o aprofundamento das investigações.

A decisão sobre a exumação agora depende de autorização judicial.

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