Sete suspeitos foram presos por furtar dutos de empresa petroleira em ação que se estendia por três estados e causou prejuízo superior a R$ 5 milhões
Erika Osti Publicado em 02/03/2026, às 16h46
A Polícia Civil de São Paulo prendeu sete pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa responsável por um esquema milionário de desvio de combustível em Cravinhos, na região de Ribeirão Preto. Segundo as investigações, o grupo atuava de forma estruturada em três estados e causou prejuízo superior a R$ 5 milhões, somando o combustível furtado, danos à infraestrutura e impactos operacionais à empresa vítima.
A ação, batizada de Operação Sangria, foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais da Deic do Deinter 3, após mais de seis meses de apuração. Foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão em Campinas, Paulínia, Leme, Artur Nogueira, Conchal, Ribeirão Preto e Jardinópolis. A operação também teve desdobramentos em Minas Gerais e Tocantins.
De acordo com a polícia, o grupo tinha divisão clara de tarefas e atuava em São Paulo, Minas Gerais e Goiás. O líder foi preso em uma chácara em Artur Nogueira. Em Campinas, um empresário do setor de combustíveis foi detido sob suspeita de participação no escoamento do produto desviado. Dois mandados de busca foram cumpridos em empresas distribuidoras que podem ter integrado a cadeia de comercialização ilegal.
Também foram presos motoristas, proprietários de caminhões e suspeitos que atuavam diretamente no furto, abrindo acessos clandestinos para alcançar os dutos subterrâneos. Em Monte Alegre, em Minas Gerais, um funcionário terceirizado da empresa prejudicada foi detido por suspeita de repassar informações privilegiadas ao grupo. Durante a investigação, a polícia identificou ainda o furto de outros dois dutos da mesma empresa nas cidades de Araporã, em Minas Gerais, e Gamaleira, em Goiás.
Nas buscas, foram apreendidos dezenas de celulares e equipamentos de informática que passarão por análise para aprofundar a apuração financeira, as comunicações entre os investigados e a eventual participação de outros envolvidos. Os presos devem responder por roubo impróprio, receptação qualificada e organização criminosa.