Com quase 900 m², desapropriação na Rua Doutor Siqueira Campos é crucial para o cronograma da nova linha de metrô em SP
Redação Publicado em 01/11/2025, às 17h59
As obras da Linha 6-Laranja do Metrô continuam a todo vapor em São Paulo. O governo do estado acaba de dar mais um passo importante, autorizando a desapropriação de um terreno considerável na região central, no bairro da Liberdade. A medida é fundamental para que a construção da nova linha, que vai ligar a Zona Norte ao Centro, siga o seu cronograma.
O que muda com a decisão?
O local é grande, com quase 900 metros quadrados (exatamente 896,73m2), e abrange um trecho da Rua Doutor Siqueira Campos. Os prédios afetados vão dos números 299 a 331.
É importante ressaltar que a ordem de desapropriação, segundo o documento oficial, não atinge as propriedades que pertencem a órgãos públicos dentro desse perímetro. A concessionária responsável pelo projeto, a Linha Universidade S/A, já está autorizada a buscar a Justiça para pedir urgência e agilizar a tomada desses imóveis, garantindo que o custo total seja coberto pelo caixa do governo estadual.
A empresa que administra o projeto garante que todo o processo é feito com muito cuidado. Em nota, a Linha Universidade S/A destacou que as desapropriações fazem parte do plano de construção da Linha 6 e que tudo é conduzido de forma responsável, transparente e dentro da lei. A futura estação na região é vista como um ponto de melhoria para o transporte na cidade, além de impulsionar a economia local com mais empregos, oportunidades de renda e a valorização dos bairros vizinhos.
Linha 6: uma novidade para a cidade
Quando estiver pronta, a Linha 6-Laranja terá um papel enorme na mobilidade urbana. Ela vai conectar a Zona Norte ao coração da capital paulista por meio de 15 estações totalmente subterrâneas. A linha também terá conexões vitais com outras vias de transporte, como as linhas Azul, Amarela, Rubi e Diamante. A estimativa do governo é que o novo metrô consiga atender diariamente cerca de 630 mil pessoas.
Em um comunicado oficial, a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) do estado reforçou que a nova linha será um dos maiores projetos de mobilidade em andamento. Eles esperam que ela traga uma melhoria significativa no dia a dia da capital, facilitando a integração entre as linhas, diminuindo o tempo de viagem das pessoas e, de quebra, estimulando o desenvolvimento econômico nas áreas por onde passar, gerando mais oportunidades de trabalho e valorização imobiliária.
Histórico de atrasos
O projeto da Linha 6 tem um histórico longo e cheio de idas e vindas. A promessa inicial de entrega era para 2012, mas o lançamento oficial só ocorreu em agosto de 2011. Depois, o edital saiu em 2013 e o contrato foi fechado no final daquele ano.
O investimento total supera os R$ 10 bilhões, com um contrato de concessão válido por 25 anos. A previsão de operação mudou várias vezes. Inicialmente, era 2020. No entanto, as obras foram paralisadas em 2016, e o acordo com a construtora da época foi rompido dois anos depois, em 2018.
A construção só foi retomada em 2020, após a Linha Uni assumir a concessão e tocar a nova fase. A previsão passou, então, para 2025, mas houve um novo adiamento. Agora, o governo de São Paulo trabalha com a expectativa de que os passageiros comecem a usar os trens em setembro de 2026. Recentemente, inclusive, a gestão estadual recebeu o primeiro trem que fará parte da frota da Linha 6-Laranja.