Com 47 casos de intoxicação por metanol registrados, a operação busca prevenir novos incidentes e proteger a população
William Oliveira Publicado em 05/11/2025, às 12h31
Na manhã desta quarta-feira (5), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) iniciou a Operação Garrafa Legal, ação destinada a combater a falsificação, adulteração e venda irregular de bebidas alcoólicas. A operação ocorre na capital paulista, bem como em outras quatro cidades da região metropolitana e interior do estado.
O objetivo principal é apreender recipientes irregulares, encontrados em depósitos clandestinos ou com sinais de problemas fiscais, sanitários ou ambientais, garantindo assim a segurança da população e a integridade do comércio local.
A operação é coordenada pelo Centro de Apoio Operacional Cível (CAO) e pelo Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOCrim), em parceria com a secretaria-executiva do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) e o 35º promotor criminal da capital.
Diversas instituições colaboram na ação, incluindo a Polícia Civil, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, o Procon-SP, a CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), o Centro de Vigilância Sanitária Estadual (CVS) e a Covisa/SP (Coordenadoria em Vigilância Sanitária, Ambiental e da Saúde do Trabalhador).
O estado registrou 47 casos de intoxicação por metanol, com nove mortes confirmadas. Entre as vítimas estão:
Além disso, nove casos permanecem sob investigação, incluindo dois óbitos adicionais: um homem de 49 anos, em Piracicaba, e um jovem de 32 anos, em São Vicente. Até o momento, 464 casos suspeitos já foram descartados.