Ação simbólica nas linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha incentiva passageiros a respeitarem prioridades
Gabriela Nogueira Publicado em 14/11/2025, às 14h07
Em homenagem ao Dia Mundial da Gentileza, celebrado em 13 de novembro, o Metrô de São Paulo deu início a uma campanha que pretende despertar nos passageiros um olhar mais atento e empático dentro dos trens. Durante todo o mês de novembro, três composições das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha terão suas placas de assentos preferenciais trocadas por versões temporárias, idênticas às sinalizações comuns, mas com setas e a mensagem: “Durante o Mês da Gentileza, lembramos: quando todos os assentos estão ocupados, todos os assentos são preferenciais. Seja gentil.”
A proposta é simples, mas poderosa: mostrar que a gentileza não deve depender da cor do assento. A mudança reforça que ceder lugar — especialmente a quem tem prioridade por lei — é uma responsabilidade coletiva. Embora a legislação determine que 10% dos assentos sejam preferenciais, o Metrô oferece bem mais do que o mínimo exigido. Ainda assim, uma pesquisa feita em 2025 revelou que o desrespeito aos assentos reservados segue como uma das principais queixas entre os usuários: 51% disseram presenciar com frequência pessoas ignorando a prioridade.
Além da troca das cerca de 240 placas, a campanha ocupará painéis digitais nas estações e será lembrada em avisos sonoros, com frases que convidam o público a refletir sobre seus hábitos. Entre elas: “Qual é a cor do assento preferencial? Isso faz diferença? Se você for gentil, todos os assentos são preferenciais.”
A iniciativa — criada pela agência Jotacom — segue a linha de ações anteriores do Metrô que buscam melhorar a convivência, usando estratégias baseadas na ciência do comportamento. A intenção é provocar pequenas rupturas na rotina do passageiro, incentivando atitudes que beneficiem o coletivo. “Um gesto simbólico que pode se transformar em atitude real”, explica a equipe responsável pela ação.
A mesma pesquisa que apontou o desrespeito aos assentos preferenciais também revelou outros comportamentos que incomodam os passageiros: não esperar quem está saindo antes de embarcar, bloquear as portas e insistir em entrar ou sair após o aviso de fechamento. Mais de 60% dos entrevistados afirmaram presenciar essas situações no dia a dia.
Em um sistema que movimenta milhões de pessoas diariamente, o Metrô aposta que pequenas demonstrações de empatia — como ceder o lugar, dar passagem ou evitar bloquear portas — podem tornar a jornada mais leve e segura. A campanha, embora passageira, pretende deixar uma reflexão permanente: gentileza cabe em qualquer lugar.