Entre os crimes investigados estão fraudes com cartões clonados e do falso advogado; operação abrange São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal
William Oliveira Publicado em 24/02/2026, às 07h00 - Atualizado às 07h39
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (24) uma operação contra uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes digitais e lavar dinheiro em diferentes estados do país. A ação, batizada de Operação Fim da Fábula, ocorre em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
Ao todo, foram expedidos 120 mandados de busca e apreensão e 53 mandados de prisão temporária. A Justiça também autorizou o bloqueio de 86 contas bancárias, pertencentes a pessoas físicas e jurídicas, com valores que podem chegar a R$ 100 milhões em cada uma delas.
De acordo com as investigações, o grupo é especializado em fraudes eletrônicas e estelionatos pela internet, utilizando diferentes modalidades de golpes para enganar vítimas e desviar recursos. Entre os crimes apurados estão o golpe do INSS, o golpe do falso advogado, o chamado “golpe da mão fantasma”, além de fraudes com cartões clonados, falsas centrais telefônicas e o uso de plataformas de apostas e fintechs para clonagem de chaves PIX.
A operação é conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), com apoio do Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP). Cerca de 400 policiais civis e promotores de Justiça participam da ação.
Como parte da ofensiva para desarticular o patrimônio da quadrilha, a Justiça determinou o bloqueio de bens móveis e imóveis dos investigados. Segundo o Ministério Público, foram identificados pelo menos 36 imóveis, muitos registrados em nome de laranjas ou empresas de fachada, além de centenas de veículos e embarcações.
O bloqueio das contas bancárias foi autorizado pela 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital. O objetivo, de acordo com o MP, é rastrear, apreender e confiscar bens obtidos de forma ilegal, garantindo o ressarcimento das vítimas e a recuperação dos valores desviados.