Linha 1-Azul do metrô de São Paulo retoma operação após chuvas

Após intensos trabalhos de drenagem, a Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo voltou a operar na madrugada de segunda-feira, após 55 horas de fechamento

Com 125,4 mm de chuva acumulada, a cidade enfrentou um dos maiores volumes pluviométricos desde 1961, resultando em sérios transtornos no transporte público. - Imagem: Divulgação

Marina Milani Publicado em 27/01/2025, às 09h27

Após um fechamento que durou 55 horas, a Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo, que liga Jabaquara a Tucuruvi, voltou a operar em sua totalidade na madrugada desta segunda-feira (27). O restabelecimento ocorreu após intensos trabalhos de drenagem, limpeza e reparos nas estações afetadas pelas fortes chuvas que atingiram a capital paulista na última sexta-feira (24).

Durante o período de paralisação, as estações Tucuruvi, Jardim São Paulo e Parada Inglesa permaneceram fechadas, necessitando da atuação de aproximadamente 200 profissionais. Os trabalhos incluíram a remoção de lama e detritos que comprometeram o funcionamento normal das instalações.

A inundação resultou em cenas impactantes, com trilhos submersos e áreas de acesso inundadas por água barrenta. Além disso, refeitórios e equipamentos foram danificados pela força das águas, conforme registrado em vídeos divulgados por emissoras de televisão.

De acordo com o Metrô, um dos principais desafios foi a destruição parcial de uma estrutura no acesso à estação Jardim São Paulo, que não conseguiu conter a inundação. A empresa se comprometeu a reforçar essa estrutura para evitar futuros incidentes semelhantes.

No dia em que ocorreram as chuvas intensas, São Paulo registrou um dos maiores volumes pluviométricos desde 1961, com 125,4 mm acumulados. Este evento climático gerou sérios transtornos na cidade, incluindo o arrastamento de veículos e o fechamento de várias estações do metrô.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) abordou a situação em coletiva à imprensa no sábado (25), ressaltando que a quantidade de água acumulada em um curto período torna quase impossível conter os danos. Ele mencionou que a região da estação Jardim São Paulo é especialmente vulnerável devido à sua geografia.

Nunes enfatizou que ações são necessárias para melhorar o sistema de drenagem da cidade e prepará-la para eventos climáticos extremos. "Precisamos ser transparentes sobre o que ocorreu. Não havia como evitar os danos com aquele volume de água", destacou.

Além disso, o prefeito observou que as recentes chuvas refletem padrões climáticos em mudança e reafirmou o compromisso da administração municipal em continuar investindo em melhorias na infraestrutura de drenagem da cidade.

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