Governo de SP

Letalidade policial cresce 60% em São Paulo sob gestão Tarcísio de Freitas

Especialistas atribuem aumento a políticas de segurança mais agressivas e redução de investimentos em controle e capacitação

Número de mortes causadas por policiais militares em São Paulo atinge 737 em 2024, maior índice em anos - Imagem: Reprodução/Instagram

Manoela Cardozo Publicado em 03/05/2025, às 12h53

Sob a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), São Paulo registrou um aumento significativo na letalidade policial. Dados do Ministério Público indicam que, em 2024, 737 pessoas foram mortas por policiais militares, um crescimento de 60,2% em relação a 2023.

Especialistas apontam que a elevação está ligada a políticas de segurança mais agressivas e à redução de investimentos em programas de controle, como o "Olho Vivo", que utilizava câmeras corporais para monitorar ações policiais.

Além disso, o orçamento para capacitação de policiais foi reduzido, e o apoio à saúde mental dos agentes não acompanhou a inflação. Enquanto isso, o governo investiu mais de R$ 700 milhões em armamentos e equipamentos, priorizando o fortalecimento das forças de segurança.

Casos de violência policial, como o do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, morto durante uma abordagem, têm gerado críticas e protestos. Apesar disso, o governador mantém o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, no cargo e defende as ações da polícia.

A política de segurança de Tarcísio é aprovada por 53% da população, segundo pesquisa do Estadão, mas enfrenta resistência de organizações de direitos humanos e da oposição, que pedem mudanças na condução da segurança pública no estado.

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