Ex-presidente da UPBus e sócio da empresa haviam deixado a prisão em janeiro após decisão que concedeu liberdade provisória
Letícia Sales Publicado em 07/05/2026, às 09h16
O presidente afastado da empresa de ônibus UPBus, Ubiratan Antonio da Cunha, voltou a ser preso nesta quinta-feira (7), em mais um desdobramento da Operação Fim da Linha, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Além dele, o empresário Alexandre Salles Brito, conhecido como Buiú e apontado como um dos sócios da companhia, também foi preso novamente por determinação da Justiça.
Os dois haviam deixado a prisão em janeiro deste ano após conseguirem liberdade provisória mediante medidas cautelares concedidas pela primeira instância. Na ocasião, a soltura foi justificada pelo suposto excesso de prazo da prisão preventiva.
Agora, a 15ª Câmara de Direito Criminal decidiu, por unanimidade, aceitar um recurso apresentado pelo Ministério Público de São Paulo e restabelecer as prisões. Para o Tribunal, a demora no andamento do processo se explica pela complexidade da investigação, que envolve 19 acusados.
Segundo as investigações, o esquema utilizaria a empresa de ônibus UPBus para lavar dinheiro da facção criminosa. A companhia chegou a sofrer intervenção da Prefeitura de São Paulo após operação conduzida pelo Ministério Público paulista.
Ubiratan responde por suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Até a última atualização, a defesa dos investigados não havia se manifestado sobre a nova decisão judicial.
A Operação Fim da Linha apura a infiltração do crime organizado no setor de transporte coletivo da capital paulista e segue em andamento.