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Justiça decreta prisão de tenente-coronel por feminicídio

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto foi preso nesta quarta-feira (18), por decisão da Justiça Militar de São Paulo, acusado de matar a esposa, a policial Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça

Depoimentos e exames apontam contradições no relato do tenente-coronel - Imagem: Reprodução / Arquivo pessoal

William Oliveira Publicado em 18/03/2026, às 08h48

A Justiça Militar de São Paulo decretou, nesta quarta-feira (18), a prisão preventiva do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, investigado pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como feminicídio após novos laudos periciais.

O oficial foi preso pela Corregedoria da PM em São José dos Campos. A decisão judicial atende a pedido da Polícia Civil, que indiciou o suspeito por feminicídio e fraude processual, com aval do Ministério Público de São Paulo.

Viaturas da Corregedoria da PM chegam ao condomínio de São José dos Campos onde o tenente-coronel mora - Imagem: Reprodução / TV Globo

 

Segundo o Tribunal de Justiça Militar, a prisão foi determinada para garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e evitar possível interferência nas investigações, incluindo influência sobre testemunhas. A decisão também autorizou a apreensão de celulares e a quebra de sigilo de dados.

O caso ocorreu em 18 de fevereiro, no bairro do Brás, na região central de São Paulo, onde a vítima foi encontrada morta com um tiro na cabeça. O marido foi quem acionou o socorro, alegando inicialmente que a esposa havia tirado a própria vida.

No entanto, exames realizados após a exumação do corpo apontaram inconsistências. Laudos periciais indicaram lesões no rosto e no pescoço da vítima, além de sinais de que ela pode ter sido imobilizada ou desmaiado antes do disparo, sem apresentar reação de defesa.

Outros elementos também levantaram suspeitas, como a trajetória do tiro e a profundidade dos ferimentos, incompatíveis com a hipótese de suicídio. Depoimentos de socorristas indicaram ainda inconsistências no relato do investigado, incluindo o fato de ele afirmar estar no banho no momento do disparo, embora tenha sido encontrado seco e sem vestígios de água no local.

O caso segue sob investigação.

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