Estupro de Vulnerável

Justiça condena tio a mais de 100 anos de prisão por estupro de sobrinhas

Um homem foi condenado a 103 anos, 1 mês e 6 dias de prisão por estuprar três sobrinhas ao longo de mais de uma década, em São José dos Campos

Decisão da Vara da Violência Doméstica destaca a gravidade dos crimes e a vulnerabilidade das vítimas - Imagem: Reprodução / Freepik

William Oliveira Publicado em 01/04/2026, às 11h29 - Atualizado às 12h02

A Justiça de São José dos Campos condenou um homem a 103 anos, 1 mês e 6 dias de prisão pelos crimes de estupro de vulnerável cometidos contra três sobrinhas. Os abusos ocorreram ao longo de mais de uma década, dentro do ambiente familiar.

A decisão foi proferida pela Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, que determinou o cumprimento da pena em regime inicial fechado. O réu também foi condenado ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil para cada vítima.

Segundo os autos do processo, os crimes aconteceram de forma contínua e progressiva, começando ainda na infância das vítimas e se estendendo até o início da adolescência. Os episódios ocorriam em momentos em que as meninas estavam sob responsabilidade do tio, que se aproveitava da relação de confiança.

O caso só foi descoberto após familiares perceberem alterações no comportamento de uma das vítimas. A partir disso, as irmãs conversaram entre si, o que levou à revelação dos abusos e, posteriormente, à denúncia às autoridades.

Durante o julgamento, os depoimentos das vítimas foram considerados consistentes e detalhados. O juiz José Henrique Oliveira Gomes destacou que os relatos apresentaram padrões semelhantes quanto às circunstâncias dos crimes, incluindo locais e formas de abordagem, o que reforçou a credibilidade das acusações.

A sentença também ressaltou que o tempo levado para a revelação dos abusos é compatível com casos de violência sexual intrafamiliar, não comprometendo a veracidade das declarações. O magistrado levou em conta a gravidade das condutas, a repetição dos atos, a vulnerabilidade das vítimas e os danos psicológicos prolongados causados pelos crimes.

Para preservar a identidade das vítimas, o nome do condenado não foi divulgado, já que o processo corre sob sigilo. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.

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