Patrimônio Cultural

Iphan aprova tombamento do Complexo Ibirapuera, marco cultural de SP

O tombamento definitivo proíbe a destruição ou demolição do local

O tombamento definitivo proíbe a destruição ou demolição do local - Imagem: Divulgação / Ciete Silvério / GovernoSP

Gabriela Thier Publicado em 13/11/2024, às 14h47

O Complexo do Ibirapuera, localizado na zona sul de São Paulo, foi recentemente oficializado como patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Este tombamento definitivo assegura a preservação do local, proibindo a sua destruição, demolição ou qualquer tipo de dano. Reformas e atualizações continuam permitidas, desde que submetidas à aprovação prévia do instituto. O processo de reconhecimento iniciou-se em 2020 e culminou com um tombamento emergencial em 2021, destinado a proteger o complexo de potenciais ameaças.

A decisão de proteção é celebrada por atletas e pelo próprio Iphan, que enfrentaram uma disputa com o Governo do Estado de São Paulo. Durante esse período, propostas de transformação do espaço em centros comerciais, arenas multiuso e locais para eventos automobilísticos foram apresentadas por empresários e políticos, mas não prosperaram. A relatora do processo, Flávia Brito do Nascimento, destacou os significativos valores arquitetônicos, sociais e emocionais do complexo, além de seu papel como cenário de importantes eventos esportivos e culturais.

O tombamento abrange diversas estruturas dentro do complexo, incluindo o Ginásio Poliesportivo Pinheiro, o Conjunto Aquático Caio Pompeu de Toledo, o Estádio Ícaro de Castro Melo e o Ginásio Geraldo José de Almeida. Entretanto, áreas como o Palácio do Judô, as residências dos atletas e as quadras externas de tênis ficaram fora desta proteção devido à falta de valor arquitetônico significativo. Essa decisão reforça a preservação de um espaço vital para a história e cultura da cidade de São Paulo.

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