Investigação da morte de 'Barbie Humana' é intensificada após divergências nos depoimentos

Influencer conhecida como “Barbie humana” morreu após infarto causado por cocaína; parentes apontam sinais de violência e pedem investigação por homicídio

Bárbara, conhecida como 'Barbie humana', foi encontrada morta em circunstâncias controversas na casa de um defensor público - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Marina Milani Publicado em 08/12/2025, às 07h54

A Justiça de São Paulo determinou que a investigação da morte da influenciadora Bárbara Jankavski Marquez, de 31 anos, seja transferida para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A decisão, tomada na sexta-feira (5), atende a um pedido do Ministério Público e da defesa da família, que apontam possíveis indícios de crime.

O caso era conduzido pelo 7º Distrito Policial, na Lapa, que tratava a morte como acidental. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou infarto decorrente do uso de cocaína e não relacionou as marcas encontradas no corpo a agressões. Apesar disso, os advogados dos pais de Bárbara sustentam que ela apresentava lesões no olho, no pescoço e nas pernas, que poderiam indicar violência.

Circunstâncias da morte
Bárbara foi encontrada morta em 2 de novembro, na casa do defensor público Renato De Vitto, 51 anos, na Zona Oeste de São Paulo. A Polícia Militar a localizou seminua e com marcas pelo corpo. Em depoimento, Renato afirmou ter contratado a influenciadora como garota de programa e disse que ambos consumiram cocaína. Segundo ele, a jovem dormiu e não voltou a acordar.

O defensor diz ter acionado o Samu por telefone e realizado massagem cardíaca por cerca de nove minutos, sem sucesso. Quando o atendimento médico chegou, a morte foi constatada no local.

Depoimentos e divergências
Como o 7º DP concluiu inicialmente que não houve crime, Renato e outras duas pessoas que estavam no imóvel foram ouvidos apenas como testemunhas. Uma amiga do defensor relatou que viu Bárbara cair e se machucar, o que, segundo ela, justificaria as lesões apontadas pela família.

Mesmo sem a conclusão do inquérito policial, o Ministério Público concordou com o pedido dos advogados dos pais da influenciadora para que o caso fosse encaminhado à Vara do Júri — responsável por crimes dolosos contra a vida — e ao DHPP. A unidade especializada terá 60 dias para aprofundar as apurações.

Quem era Bárbara Jankavski
Conhecida nas redes sociais como “Barbie humana” e também como “Boneca Desumana”, Bárbara acumulava mais de 400 mil seguidores no Instagram e TikTok. Ela ganhou repercussão por ter passado por 27 cirurgias plásticas, investindo mais de R$ 300 mil para se parecer com a boneca Barbie.

Próximos passos
Com a transferência ao DHPP, a investigação passa a considerar também a hipótese de homicídio, ainda que o laudo inicial não aponte sinais de agressão compatíveis com violência. Até agora, ninguém é tratado como suspeito.

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