Mais de 303 mil fãs garantem aumento de 9,7% no impacto econômico do GP paulista
Gabriela Nogueira Publicado em 13/11/2025, às 17h00
O GP de São Paulo deste ano voltou a mostrar a força da Fórmula 1 no Brasil. Mais de 303 mil pessoas passaram pelo autódromo de Interlagos ao longo dos três dias de programação, número que impulsionou um impacto econômico estimado em R$ 2,3 bilhões para a cidade — o maior já registrado para a etapa paulista. Os dados foram apresentados em um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), baseado em informações da Secretaria Municipal de Turismo e do Observatório do Turismo da SPTuris.
A edição superou não apenas o público do ano anterior — com crescimento de 4,1% — como também registrou um índice altíssimo de aprovação: 94,8% do público afirmou que pretende retornar para acompanhar o GP em 2026. O levantamento também calcula que o evento gerou R$ 1,4 bilhão em impacto direto, além de R$ 894 milhões em efeitos indiretos na economia paulistana. A arrecadação de tributos atingiu R$ 324,4 milhões, uma expansão de 9,6% em relação ao último GP.
O estudo divulgou ainda o Índice de Alavancagem Econômica (IAE), que demonstra o retorno financeiro proporcional aos investimentos: cada real aplicado no evento gerou R$ 7,14 para a economia da cidade. Embora o valor exato destinado à organização não tenha sido detalhado, a Prefeitura informou que investiu aproximadamente R$ 500 milhões em melhorias no autódromo ao longo de 2025.
O perfil do público reforça a dimensão turística do GP. Dos presentes, 75% vieram de fora da capital — 40% de outros estados, 17% do exterior e 18% de cidades paulistas vizinhas. A participação feminina alcançou 36,1%, e a maior parte dos torcedores tinha entre 18 e 29 anos (43,1%). Na sequência vieram as faixas de 30 a 39 anos (29%), 40 a 49 anos (17,5%), 50 a 59 anos (6,9%) e maiores de 60 anos (3,4%).
No campo da mídia, o impacto também foi expressivo. A etapa brasileira gerou um valor estimado em US$ 516,6 milhões — cerca de R$ 2,7 bilhões — em exposição, número recorde no país, segundo a Formula Money. A maior parte desse valor veio das transmissões de TV (74,18%), seguida pelos conteúdos digitais (20,5%) e impressos (5,77%).
Para o prefeito Ricardo Nunes, o resultado reforça o papel do autódromo como motor de desenvolvimento. “Queremos que Interlagos seja um espaço de orgulho para São Paulo e para todo o Brasil, capaz de gerar emprego e renda”, afirmou. O CEO do GP de São Paulo, Alan Adler, destacou o impacto positivo gerado pela corrida. “O evento movimenta uma cadeia enorme de serviços e projeta a imagem da cidade para mais de 180 países”, disse.
Com o fim da etapa paulista, o campeonato segue agora para Las Vegas, onde a Fórmula 1 volta às pistas entre os dias 21 e 23 de novembro. Depois disso, restam apenas as provas do Catar e de Abu Dhabi para encerrar a temporada.