A operação de busca conta com robôs submersíveis e equipamentos de alta tecnologia para localizar vítimas no fundo do rio; duas mortes foram confirmadas, incluindo uma criança de 3 anos
William Oliveira Publicado em 15/02/2026, às 19h05
Uma força-tarefa enviada pelo Governo de São Paulo chegou a Manaus neste sábado (14) para reforçar as buscas após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV. A embarcação, que transportava cerca de 80 passageiros, afundou na tarde de sexta-feira (13) na região do Encontro das Águas, um dos trechos mais desafiadores do Rio Amazonas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, 71 pessoas foram resgatadas com vida. Duas mortes foram confirmadas — Lara Bianca, de 22 anos, e uma criança de 3 anos. Outras sete pessoas seguem desaparecidas.
A equipe paulista, composta por seis especialistas do Grupamento de Bombeiros Marítimo, atua com equipamentos de alta tecnologia em uma área onde a embarcação foi localizada a cerca de 50 metros de profundidade.
As buscas utilizam robôs submersíveis (ROV), sonar side scan para mapeamento do fundo do rio e detector de metais Próton 5, essenciais para localizar estruturas metálicas sob sedimentos em áreas de baixa visibilidade.
A operação é integrada com bombeiros locais, Marinha do Brasil e comunidades ribeirinhas, ampliando a área de varredura conforme as condições do rio.
Segundo o secretário executivo da Segurança Pública de São Paulo (SSP), coronel Henguel Ricardo Pereira, a equipe foi mobilizada com equipamentos específicos para operações em grandes profundidades.
A expectativa é que, com a localização detalhada da embarcação, uma nova fase de mergulhos seja iniciada ainda neste domingo (15).
O acidente ocorreu na tarde de sexta-feira (13), quando a lancha Lima de Abreu XV navegava pela região do Encontro das Águas, em Manaus, ponto onde os rios Negro e Solimões se encontram. A embarcação transportava cerca de 80 passageiros e afundou por causas que ainda são investigadas pela Marinha do Brasil.
A área é considerada uma das mais desafiadoras do Rio Amazonas, com correntes intensas e trechos de grande profundidade, o que aumenta o risco em casos de acidente fluvial.
Após o naufrágio, embarcações que estavam próximas prestaram os primeiros socorros, contribuindo para o resgate de 71 pessoas com vida. Duas mortes foram confirmadas — uma jovem de 22 anos e uma criança de 3 anos — e sete passageiros continuam desaparecidos.
A lancha foi localizada submersa a cerca de 50 metros de profundidade, em uma região com baixa visibilidade e forte presença de sedimentos, o que torna a operação de resgate complexa e exige o uso de equipamentos especializados.