Tarcísio de Freitas comenta prisão de Dahesly Oliveira Pires, envolvida na busca por fuzil usado no assassinato
Gabriela Thier Publicado em 18/09/2025, às 18h54
O governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do partido Republicanos, abordou nesta quinta-feira (18) a recente prisão de uma mulher envolvida na busca por um fuzil utilizado no homicídio do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em Praia Grande, no litoral paulista.
Durante um compromisso oficial em Araçatuba, o governador destacou a importância da detenção de Dahesly Oliveira Pires, de 25 anos, para elucidar o caso e identificar outros membros da quadrilha que planejou e executou o crime. "Ela transportou um fuzil de Diadema para Praia Grande e trouxe a arma de volta. Esse fuzil é uma das armas que estamos tentando localizar, e sua recuperação poderá nos levar a mais suspeitos", afirmou Tarcísio.
Além disso, o governador assegurou que as autoridades estão em processo de identificação dos responsáveis pelo assassinato. "Estamos comprometidos em capturar todos os envolvidos e iniciar as ações judiciais necessárias para que possamos estabelecer a autoria e a motivação deste crime", completou.
A prisão temporária de Dahesly foi decretada por 30 dias, podendo ser prorrogada por mais 30. De acordo com a polícia, ela teria utilizado um carro de aplicativo para se deslocar ao litoral com a missão de buscar um "pacote", que se revelou conter um dos fuzis empregados na execução do delegado.
No mesmo dia, o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, apresentou ao público os nomes e imagens de dois outros suspeitos que também teriam participação no crime. Os foragidos são Felipe Avelino da Silva, conhecido como Masquerano dentro do PCC, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, de 24 anos. Derrite não hesitou em afirmar que há indícios do envolvimento do crime organizado na morte do ex-delegado.
Ruy Ferraz Fontes tinha 64 anos e dedicou cerca de 40 anos à Polícia Civil de São Paulo, onde foi um dos pioneiros nas investigações contra o PCC. Desde janeiro deste ano, ocupava o cargo de secretário da Administração em Praia Grande. Ele foi assassinado logo após encerrar seu expediente na prefeitura na segunda-feira (15).
Dentre as linhas de investigação está a possibilidade de que o ex-delegado tenha sido alvo do PCC devido ao seu histórico de combate à facção criminosa, que controla o tráfico de drogas no estado e já havia emitido ameaças contra sua vida. Outra hipótese considera que ele pode ter sido emboscado por inimigos decorrentes de sua atuação como secretário na cidade onde ocorreu seu assassinato.