Polícia

Funcionários flagrados tentando furtar itens de avião incendiado em SP

Investigações indicam que objetos teriam sido escondidos no forro do teto em sala da empresa

Investigações indicam que objetos teriam sido escondidos no forro do teto em sala da empresa - Imagem: Reprodução / Redes Sociais

Gabriela Thier Publicado em 13/11/2024, às 19h12

Na última sexta-feira (8), um incidente envolvendo uma aeronave da Total Linhas Aéreas gerou um caso inusitado no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Após um incêndio atingir o compartimento de carga do avião, obrigando a tripulação a realizar um pouso de emergência, surgiu uma situação inesperada: a tentativa de furto de mercadorias por parte dos funcionários da companhia aérea.

Conforme detalhado no boletim de ocorrência registrado no 3º Distrito Policial do aeroporto, alguns funcionários tentaram retirar bens do avião e deixar a área restrita com esses itens. Investigações indicam que objetos teriam sido escondidos no forro do teto de uma sala da empresa e que veículos da Total Linhas Aéreas poderiam ser usados para transportar as mercadorias para fora do aeroporto. Houve até mesmo discussões sobre uma possível saída pelo portão próximo à Torre, que contava com apenas um vigilante.

A Receita Federal, após receber denúncias, realizou inspeções na sala mencionada e descobriu os produtos ocultos. Em adição, a busca se estendeu aos armários dos funcionários, onde foram encontrados mais itens subtraídos. Os produtos recuperados incluem videogames, notebooks, televisores, caixas de som, celulares, sapatos e mochilas, avaliados em aproximadamente R$95 mil.

Entre os envolvidos estava um agente de proteção da aviação civil (APAC) da Total Linhas Aéreas, que trabalhava na sala onde os objetos foram localizados. Este funcionário alegou desconhecer a origem das mercadorias e mencionou rumores de que os bens retirados da aeronave seriam doados aos empregados após o incêndio. Segundo ele, isso justificaria o transporte dos produtos para a "gaiola", uma área restrita da companhia.

Somente um funcionário admitiu ter participado do desvio dos objetos. Em depoimento às autoridades, confessou ter subtraído alguns itens durante o descarregamento do avião e os guardado em seu armário pessoal. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes desse caso inusitado.

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