Policia

Funcionárias são presas por venda ilegal de canetas emagrecedoras

Produtos eram oferecidos a clientes em lojas plus size e caso é investigado como crime contra a saúde pública

Operação policial expõe esquema de venda clandestina de canetas emagrecedoras. - Imagem: Divulgação/Polícia Civil.

Erika Osti Publicado em 24/03/2026, às 14h58

Seis funcionárias de lojas de roupas plus size foram presas em flagrante nesta terça-feira (24), suspeitas de comercializar canetas emagrecedoras de forma ilegal no interior de São Paulo. A ação da Polícia Civil ocorreu nas regiões centrais de São José dos Campos e Jacareí, onde dois estabelecimentos e a casa do proprietário foram alvo de mandados de busca.

De acordo com a investigação, as lojas utilizavam o atendimento a clientes interessados em roupas de tamanhos maiores para oferecer, de maneira paralela, a venda das canetas. Os produtos, cuja comercialização é restrita, eram adquiridos em outro estado pelo dono das lojas e repassados às funcionárias, que ficavam responsáveis pela venda direta ao público.

Segundo o delegado Reinaldo Checa, responsável pelo caso, as seis mulheres foram autuadas com base no artigo 275 do Código Penal, que trata da exposição à venda de substâncias proibidas. A prática é considerada crime contra a saúde pública e prevê pena de um a cinco anos de prisão.

O proprietário dos estabelecimentos não foi localizado durante a operação. Conforme a polícia, ele estava na capital paulista no momento das diligências e segue sendo investigado. A suspeita é de que ele tenha papel central no esquema, desde a aquisição dos produtos até a orientação para a comercialização nas lojas.

A apuração começou há cerca de vinte dias, após uma denúncia encaminhada à Polícia Civil. A partir disso, foram reunidos indícios que embasaram o pedido de mandados judiciais para buscas nos endereços ligados ao caso, autorizados pela Justiça.

As investigações continuam para identificar a origem dos produtos e possíveis outros envolvidos na distribuição. Até a última atualização, a defesa das funcionárias não havia sido localizada.

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