Estruturas instaladas para atender o público do Bloco da Pabllo, comandado por Pabllo Vittar, apresentaram capacidade máxima de armazenamento e condições precárias de uso; problemas sanitários também foram registrados no Sambódromo do Anhembi e no centro da capital.
Redação Publicado em 17/02/2026, às 11h41
O que deveria ser um dia de festa, glitter e celebração no Carnaval paulistano foi marcado por reclamações e desconforto na tarde desta segunda-feira (16), na região do Parque Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo.
Foliões que acompanharam o tradicional Bloco da Pabllo relataram banheiros químicos sem condições de uso. Segundo apuração da reportagem, parte das cabines instaladas no entorno do parque atingiu a capacidade máxima de armazenamento de urina ainda durante o evento, o que provocou forte odor e inviabilizou a utilização.
O cheiro se espalhou por diversos pontos do trajeto e podia ser sentido a metros de distância. Em vídeos gravados por participantes, é possível observar filas e a desistência de foliões diante da situação.
O megabloco, comandado por Pabllo Vittar, reúne milhares de pessoas e é um dos mais aguardados do Carnaval de rua da capital. A alta concentração de público exige reforço na infraestrutura, especialmente nos serviços sanitários.
Problemas também no Sambódromo e no Centro
As ocorrências não se limitaram ao Ibirapuera. Na sexta-feira (13), um banheiro feminino de um dos camarotes do Sambódromo do Anhembi alagou. No sábado (14), outro espaço do sambódromo apresentou goteiras e infiltração no teto, consequência de falhas no encanamento do andar superior.
Já na região central da cidade, durante os blocos de rua, a quantidade considerada insuficiente de banheiros químicos levou parte dos foliões a utilizar muros, tapumes e paredes como mictórios improvisados. A situação foi registrada em vias próximas à Praca da Republica, onde nem a presença de policiais inibiu a prática.
Especialistas em eventos de grande porte alertam que falhas na logística sanitária podem gerar riscos à saúde pública, além de comprometer a experiência dos participantes e a imagem do Carnaval paulistano.
A organização do evento e a Prefeitura foram procuradas para comentar as reclamações e informar sobre a manutenção e reposição das estruturas.