Turma do 7º ano teve ao menos cinco registros da doença e medida foi adotada para conter a transmissão do vírus
Erika Osti Publicado em 19/03/2026, às 15h09
O aumento de casos de gripe H1N1 entre estudantes levou o Colégio Ábaco, na unidade Sumaré, em São Paulo, a suspender as aulas do 7º ano nesta quinta-feira (19) e sexta-feira (20). A decisão foi tomada após a confirmação de pelo menos cinco alunos infectados em uma mesma turma, o que acendeu o alerta da direção para o risco de disseminação dentro do ambiente escolar.
Segundo a escola, a interrupção temporária das atividades presenciais tem caráter preventivo e busca evitar novos contágios. O colégio informou que acompanha a situação de perto e que adotou medidas como reforço na higiene dos espaços, ventilação adequada das salas e monitoramento contínuo de sintomas entre os estudantes.
Em comunicado enviado às famílias, a coordenação orientou que alunos com sintomas gripais permaneçam em casa e procurem avaliação médica. A escola também garantiu que não haverá prejuízo pedagógico, com previsão de reposição ou adaptação dos conteúdos, se necessário.
O vírus H1N1 é um subtipo da influenza A e tem alta capacidade de transmissão, conforme o Ministério da Saúde. A evolução da doença pode variar de quadros leves a complicações mais graves, como pneumonia, especialmente em casos não tratados.
Entre os principais sintomas estão febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo e na cabeça, além de cansaço, vômito e diarreia. Em situações mais severas, o paciente pode desenvolver infecções secundárias, desidratação ou agravamento de doenças crônicas.
Especialistas reforçam que a vacinação anual contra a gripe é a forma mais eficaz de prevenção, reduzindo casos graves e mortes. Outras medidas incluem higienizar as mãos com frequência, evitar contato próximo com pessoas doentes, não compartilhar objetos pessoais e manter ambientes ventilados.
Procurada, a Secretaria Municipal da Saúde ainda não se manifestou sobre o cenário atual da circulação do vírus na capital paulista.