Estupro de Vulnerável

“Chocante”, diz delegada sobre vídeos de abuso infantil feitos por mãe e padrasto

Leiliane Coelho e Andrey Zancarli foram detidos em Ribeirão Preto após investigações apontarem abuso sexual e produção de vídeos envolvendo filha de três anos

Mãe e padrasto tiveram suas prisões convertidas em preventivas - Imagem: Reprodução / EPTV

William Oliveira Publicado em 14/12/2025, às 13h16

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto, São Paulo, revelou na última sexta-feira (12) detalhes de um caso de abuso sexual envolvendo um casal suspeito de explorar sexualmente a filha de apenas três anos.

A delegada Michela Ragazzi, com 29 anos de experiência policial, dos quais 25 voltados à defesa dos direitos das mulheres, classificou o conteúdo dos vídeos produzidos pelos suspeitos como “chocante”. Segundo as investigações, Leiliane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, incentivava seu parceiro, Andrey Gabriel Eduardo Bento Zancarli, de 23 anos, a desenvolver fetiches em relação à criança.

“Já vi muitos casos chocantes, impressionantes, de todos os tipos. Mas este caso específico é totalmente inédito. Ela instigava ele a ter fetiche com a filha. Há indícios suficientes para que os dois, a mãe e o padrasto da criança, permaneçam presos”, declarou a delegada ao g1.

Leiliane e Andrey foram detidos na quarta-feira (10) e tiveram suas prisões convertidas em preventivas no dia seguinte. Inicialmente, as crianças foram entregues a parentes do padrasto, mas atualmente estão acolhidas em uma instituição, com toda assistência necessária providenciada pelo Conselho Tutelar.

O pai da menina, residente em Paranapanema (SP), viajou até Ribeirão Preto ao tomar conhecimento da situação. Surpreso e abalado, afirmou não ter ciência do ocorrido. “Ele nem sonhava que estava acontecendo isso com a filha, ficou bem abalado, bem emocionado. A criança também não entende. Ela tem 3 anos e foi tirada de casa. Não está com a mãe, não está com o padrasto, não pode ficar com o pai”, explicou a delegada. Uma força-tarefa avalia a possibilidade de que a menina seja entregue ao pai, que já iniciou o processo de guarda.

A denúncia que motivou a investigação partiu do amante da mãe da criança, que percebeu mudanças no comportamento da menina durante seis meses, como sustos frequentes e pedidos para “parar” em determinados momentos.

Após receber a denúncia, as autoridades prenderam o casal: Andrey foi encontrado com a menina e o bebê de quatro meses, enquanto Leiliane foi detida no ambiente de trabalho. Todo o material digital recolhido será submetido à perícia.

Atualmente, Andrey encontra-se na Cadeia Pública de Santa Rosa de Viterbo (SP) e Leiliane aguarda transferência para uma penitenciária da região. Ambos responderão por estupro de vulnerável, divulgação de imagens sexuais e exploração sexual infantil.

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