VIOLÊNCIA

Casal sofre ataque brutal ao sair do metrô; polícia investiga crime de ódio

Um ataque a faca deixou um médico em estado grave após ele e o companheiro desembarcarem do metrô no Centro de São Paulo, sábado (7)

Médico (à esquerda) sofreu corte grave no pescoço e perfuração no pulmão após ataque com faca; advogado (à direita) teve ferimento na cabeça - Imagem: Divulgação

William Oliveira Publicado em 13/02/2026, às 07h48

A Polícia Civil de São Paulo investiga uma tentativa de homicídio contra um médico de 28 anos e seu namorado, um advogado de 27, ocorrida na noite de sábado (7), na Rua da Consolação, região central da capital. A principal linha de investigação aponta para crime de ódio motivado por homofobia, já que os agressores fugiram sem levar qualquer pertence das vítimas.

Segundo relatos, o casal havia acabado de desembarcar nas proximidades da Estação Higienópolis-Mackenzie e caminhava em direção à residência do médico quando foi abordado por três homens. Em um trecho com falhas de iluminação pública, os suspeitos imobilizaram o advogado e atacaram o médico com golpes de faca.

A vítima sofreu ferimentos gravíssimos: a lâmina atingiu a veia jugular e perfurou o pulmão esquerdo. O socorro foi prestado por policiais militares que patrulhavam a região. O médico foi encaminhado ao Hospital das Clínicas, onde atua como residente em endocrinologia. Após cirurgia e internação em UTI, o quadro é considerado estável, mas ainda sem previsão de alta.

O advogado sofreu ferimentos na cabeça, recebeu atendimento médico e foi liberado. A advogada do casal, Ana Clara Valone, afirmou que a dinâmica da ocorrência descarta motivação patrimonial.

“Diante da dinâmica dos fatos e da ausência de motivação aparente, não se descarta a hipótese de crime motivado por discriminação, inclusive por orientação sexual”, declarou.

A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso é investigado pelo 4º Distrito Policial (Consolação). Policiais analisam imagens de câmeras de segurança de prédios da região e da estação de metrô para identificar os suspeitos, que teriam seguido o casal após o desembarque.

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