Imagens de monitoramento registraram ao menos duas agressões dentro da Creche Municipal Professora Vicentina Salvador Reginato. A Polícia Civil investiga o caso e já solicitou a prisão preventiva da funcionária, enquanto a prefeitura afirma ter afastado a servidora e comunicado os órgãos de proteção à infância.
Ana Beatriz Publicado em 01/07/2026, às 10h12
Uma funcionária da Creche Municipal Professora Vicentina Salvador Reginato, localizada no bairro Nova Cerquilho, em Cerquilho, interior de São Paulo, foi afastada do cargo após câmeras de segurança registrarem agressões contra uma bebê de apenas seis meses de idade. O caso veio a público nesta terça-feira, 30 de junho, e está sendo investigado pela Polícia Civil.
As imagens de monitoramento mostram a criança brincando normalmente quando é surpreendida pela funcionária. Em uma das cenas, a mulher pega a bebê e a empurra contra o chão. Em outro registro, gravado na terça-feira, dia 23, a funcionária aparece pressionando um pano com força sobre o rosto da menina, em uma ação que gerou forte repercussão e indignação.
Segundo a Prefeitura de Cerquilho, assim que as agressões foram confirmadas por meio das imagens, a administração municipal adotou medidas imediatas. A funcionária foi afastada de suas atividades, foi registrado boletim de ocorrência e o caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar para acompanhamento e adoção das providências cabíveis. As famílias das crianças envolvidas também começaram a ser comunicadas oficialmente.
A prefeitura informou ainda que não divulgará quantas crianças podem ter sido vítimas da funcionária, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente. As imagens registradas pelas câmeras foram encaminhadas à Secretaria Municipal de Educação para subsidiar as medidas administrativas e colaborar com a investigação policial.
Em nota, o Conselho Tutelar informou que todas as providências tomadas foram encaminhadas ao Ministério Público de São Paulo, que acompanhará o caso. Já a Secretaria da Segurança Pública do Estado confirmou que a Polícia Civil conduz as investigações e informou que foi solicitado à Justiça o pedido de prisão preventiva da suspeita.
O caso segue sob investigação para esclarecer se outras crianças também foram vítimas de agressões dentro da unidade de ensino e para definir as responsabilidades criminal e administrativa da funcionária.