Violência

Cabo da PM enfrentará júri popular por morte de comerciante em abordagem

A família de João Victor busca justiça e afirma que as evidências são suficientes para levar o caso a julgamento no tribunal

A família de João Victor busca justiça e afirma que as evidências são suficientes para levar o caso a julgamento no tribunal - Imagem: Reprodução / Arquivo Pessoal / G1

Gabriela Thier Publicado em 13/08/2025, às 17h40

O cabo da Polícia Militar, Artur Filgueiras Cintra, de 28 anos, será submetido a um júri popular em razão da morte do comerciante João Victor Rangon. O trágico incidente ocorreu em outubro do ano passado durante uma abordagem policial na cidade de Orlândia, interior de São Paulo.

Na ocasião, João Victor, que na época contava com 27 anos, foi atingido por um disparo na cabeça, efetuado por Cintra. Após o ocorrido, o policial teve sua liberdade mantida por uma decisão da Justiça Militar enquanto aguarda o desdobramento do processo.

Ainda não há uma data definida para o julgamento. Em entrevista à EPTV, a defesa de Cintra manifestou descontentamento com a determinação judicial que o leva a júri e anunciou a intenção de recorrer ao Tribunal de Justiça.

O advogado Vinicius Ribeiro, representante da família de João Victor, confirmou à equipe do g1 que a acusação está de acordo com a decisão de pronúncia. Ele destacou que as evidências apresentadas são suficientes para justificar o avanço do caso ao tribunal. "Reafirmamos nosso compromisso em utilizar todos os recursos legais disponíveis para garantir que a justiça seja feita de maneira rápida e eficaz, aliviando a dor dos familiares enlutados", declarou Ribeiro. "Continuamos a priorizar a transparência e nossa busca incansável pela justiça".

O incidente que culminou na morte de João Victor ocorreu na noite de 3 de outubro de 2024. Ele e seu irmão, Gabriel Henrique Moura Rangon, então com 25 anos, estavam dentro de um veículo quando supostamente desobedeceram uma ordem de parada dada pela Polícia Militar.

Segundo informações contidas no boletim de ocorrência, essa 'desobediência' gerou suspeitas entre os policiais, que iniciaram uma perseguição que atravessou três cidades da região até se concluir em Orlândia, nas proximidades da residência onde os irmãos viviam com os pais.

Júlio César Rangon, pai dos jovens, presenciou o momento em que um dos filhos foi baleado e o outro agredido pelos policiais durante a abordagem.

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