Ataque hacker atinge igreja Bola de Neve, bancos e empresas; prejuízo pode chegar a R$ 1 bilhão

Banco BMP, Banco Carrefour, Banco Paulista e Credsystem também foram vítimas do maior ataque cibernético já registrado no Brasil

Ataque cibernético revelou fragilidades no sistema financeiro brasileiro - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 05/07/2025, às 17h59

Um ataque hacker de grande escala atingiu na última segunda-feira (30/6) diversas instituições financeiras e empresas brasileiras, com prejuízos que podem chegar a R$ 1 bilhão. Entre as vítimas estão a igreja Bola de Neve, o banco BMP, Banco Paulista, Credsystem e o Banco Carrefour.

Segundo o banco BMP, os criminosos conseguiram retirar mais de R$ 500 milhões de suas contas. Outras instituições confirmaram terem sido afetadas, mas o Banco Carrefour afirmou que, apesar do impacto, nem a instituição nem seus clientes sofreram perdas financeiras.

O ataque teve como porta de entrada a empresa de tecnologia C&M, que conecta os sistemas das instituições ao Banco Central (BC). O BC confirmou que seus sistemas foram invadidos, caracterizando o maior ataque cibernético da história do país.

A igreja Bola de Neve ainda não se manifestou oficialmente sobre o incidente, mas teve suas operações internas limitadas em razão do ataque.

Suspeito foi preso

Um dos principais envolvidos no ataque hacker que causou prejuízos de até R$ 1 bilhão foi preso na última sexta-feira (4), em São Paulo. Durante as investigações, agentes da Polícia Civil identificaram que um funcionário da C&M Software, empresa responsável por intermediar as transações entre o banco BMP (Banco do Futuro) e o Banco Central, teve participação direta no crime. O colaborador, que exercia a função de operador de TI, foi detido no bairro City Jaraguá, na zona norte da capital paulista.

O suspeito admitiu ter sido aliciado por criminosos para facilitar a invasão ao sistema. Ele facilitou a execução de transferências eletrônicas em grande escala ao Banco Central, que, em seguida, eram redistribuídas para outras instituições financeiras, seguindo um esquema previamente articulado.

A prisão fortalece as investigações que apontam para a participação interna no maior ataque cibernético da história do Brasil, que revelou fragilidades no sistema financeiro do país e resultou em prejuízos milionários para bancos, empresas e instituições religiosas.

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