Crime ocorreu na noite de sábado e a polícia busca identificar o atirador e entender a motivação por trás do ataque
Redação Publicado em 14/09/2025, às 11h26
A polícia de São Paulo está mobilizada para investigar um violento ataque a tiros ocorrido em uma casa de prostituição na Vila Mariana, zona sul da capital, que deixou um saldo de duas pessoas mortas e uma terceira gravemente ferida na noite de sábado (13). O crime, com características de execução, aconteceu por volta das 19h15 em um estabelecimento localizado próximo à estação de metrô Praça da Árvore.
Segundo os primeiros relatos da Polícia Militar, um homem usando um capuz para esconder o rosto invadiu o local e foi diretamente em direção a um dos quartos. Sem dizer nada, ele disparou várias vezes contra as pessoas que estavam ali. A ação foi muito rápida e causou pânico no estabelecimento, que fica em uma área movimentada do bairro.
O atirador conseguiu fugir logo após os disparos, e a polícia foi acionada em seguida. Ao chegarem, os oficiais encontraram um cenário trágico e deram início aos primeiros procedimentos para isolar a área e permitir o trabalho de resgate e, posteriormente, da perícia.
Vítimas e o trabalho da polícia
As vítimas do ataque foram duas mulheres, que seriam garotas de programa que trabalhavam no local, e um cliente que estava com uma delas no momento dos disparos. As duas mulheres não resistiram aos ferimentos e morreram no local. A terceira vítima, o cliente, foi atingido, mas sobreviveu. Ele foi socorrido em estado grave e levado às pressas para o Hospital São Paulo, onde permanece internado.
O caso agora está sendo investigado e deve ser encaminhado para o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, a divisão especializada em crimes do tipo. A prioridade dos investigadores é identificar o atirador e descobrir a motivação por trás do crime. Para isso, a polícia já está em busca de imagens de câmeras de segurança da rua e de estabelecimentos vizinhos que possam ter registrado a chegada ou a fuga do criminoso.
O depoimento do sobrevivente, assim que ele tiver condições de saúde para falar, será fundamental para a investigação. Além disso, a polícia irá ouvir outras possíveis testemunhas que estavam no local para tentar traçar um retrato do atirador e entender se o alvo do ataque era uma pessoa específica ou se foi um ato aleatório, embora essa última hipótese seja considerada menos provável.