A onça-pintada Luna morreu na manhã deste domingo (15/2), aos 25 anos, no Zoológico Municipal de Limeira, em São Paulo
William Oliveira Publicado em 15/02/2026, às 17h44
O Zoológico Municipal de Limeira comunicou, com pesar, a morte da onça-pintada Luna, ocorrida na manhã deste domingo (15). Aos 25 anos, o animal faleceu por causas naturais e deixou um marco na história da conservação, sendo considerada a fêmea de sua espécie que mais tempo viveu em cativeiro no país.
Luna foi resgatada em 2002 de uma rede de tráfico de animais silvestres em Manaus, quando estava prestes a ser enviada ilegalmente para o exterior. Após a apreensão, o Ibama encaminhou a onça para o zoológico de Limeira, onde passou a viver sob monitoramento técnico e cuidados veterinários contínuos.
A longevidade da felina chama atenção. Na natureza, a expectativa de vida da espécie gira em torno de 15 a 16 anos. Em ambiente controlado, com acompanhamento especializado, Luna alcançou os 25 anos de idade.
Durante sua permanência no zoológico, Luna conviveu com o filho, Negão, uma onça-preta de 18 anos nascida no próprio local. Os dois mantinham uma convivência considerada estável e afetuosa, tornando-se referência em manejo de fauna silvestre no interior paulista.
Em nota, a secretária de Proteção Animal de Limeira, Juliana Kopcznynski, destacou o legado do animal. “Luna permanecerá viva na memória de todos que acompanharam sua trajetória”, afirmou.
Confira a publicação feita pelo Zoológico: