Trump se reúne com líderes da América Latina em cúpula nos EUA e deixa Lula fora do encontro

Reunião em resort na Flórida marca a criação do grupo “Escudo das Américas”, que reúne aliados políticos de Washington para discutir segurança, migração e influência estrangeira no continente

Presidente dos EUA articula nova aliança política - Imagem: Jan Kruger

Lívia Gennari Publicado em 06/03/2026, às 19h23

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promove neste sábado (7), uma reunião com líderes latino-americanos considerados aliados de seu governo. O encontro será em Doral, cidade próxima a Miami, na Flórida, e marca a primeira cúpula do grupo denominado “Escudo das Américas”, iniciativa criada pela Casa Branca para fortalecer a cooperação política e de segurança entre países alinhados à política externa norte-americana. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, não foi convidado para participar.

A reunião ocorrerá no Trump National Doral Miami, resort com campo de golfe que pertence ao próprio presidente americano. Segundo o governo dos EUA, o novo bloco pretende reunir os “aliados mais fortes do hemisfério” para discutir temas como segurança regional, combate ao crime organizado, migração e cooperação econômica.

Entre os líderes confirmados estão o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente de El Salvador, Nayib Bukele; e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, além de representantes de outros países latino-americanos alinhados à agenda política de Washington. A maior parte dos convidados é formada por líderes com posicionamento político conservador ou de direita. 

Também ficaram de fora da reunião outros líderes identificados com governos de esquerda na região, como a presidente do México, Claudia Sheinbaum, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e a representante venezuelana Delcy Rodríguez.

Durante o encontro, os participantes devem assinar um documento chamado “Carta de Doral”. O texto prevê a defesa do direito das nações do continente de determinar seus próprios rumos políticos e econômicos, sem interferências externas, além de reforçar a cooperação entre os países integrantes da nova aliança regional.

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