Governo dos Estados Unidos comemorou a retirada da Venezuela do Tribunal Penal Internacional e afirmou que o país se uniu aos esforços para enfraquecer a Corte
Manoela Cardozo Publicado em 26/07/2026, às 08h46
O governo de Donald Trump elogiou neste sábado (25) a decisão da Venezuela de deixar o Tribunal Penal Internacional (TPI), conhecido como Tribunal de Haia. Em nota oficial, o Departamento de Estado afirmou que recebe "com satisfação" a saída do país da Corte e destacou a aproximação entre Caracas e Washington.
A manifestação foi divulgada um dia após o novo chanceler venezuelano, Félix Plasencia, anunciar oficialmente a retirada do país do TPI. Segundo o ministro, a Corte atua com um "viés geográfico", concentrando investigações de forma desproporcional em países africanos e latino-americanos.
Na nota, o governo norte-americano afirmou que a decisão da presidente interina Delcy Rodríguez fortalece os esforços liderados pelos Estados Unidos para enfraquecer o Tribunal Penal Internacional.
"Os EUA acolhem com satisfação a decisão da presidente interina Delcy Rodríguez e da Venezuela de se retirar do TPI e a parceria do novo governo venezuelano nos esforços liderados pelos americanos para desmantelar o TPI corrupto e inútil", diz o comunicado.
A decisão encerra o reconhecimento, por parte da Venezuela, da jurisdição do Tribunal Penal Internacional, adotada desde o ano 2000. A medida ocorre em meio ao estreitamento das relações entre o governo venezuelano e a administração de Donald Trump.
Desde o início de seu segundo mandato, Trump intensificou as críticas ao Tribunal de Haia, especialmente após a emissão de um mandado de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusado de crimes de guerra e contra a humanidade relacionados ao conflito na Faixa de Gaza.
Na última semana, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou uma campanha para "desmantelar" o TPI. Segundo ele, a Corte representa uma ameaça à soberania norte-americana.