Presidente americano afirma que país "deixará de existir" caso conflito no Oriente Médio seja levado às últimas consequências.
Manoela Cardozo Publicado em 28/06/2026, às 11h00
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã neste sábado (27) e afirmou que o país "deixará de existir" caso os norte-americanos sejam "forçados a concluir militarmente" o conflito no Oriente Médio.
A declaração foi publicada na rede Truth Social pouco depois de o Exército dos Estados Unidos anunciar novos ataques contra alvos militares iranianos próximos ao Estreito de Ormuz. Segundo Trump, a ofensiva foi motivada por uma nova violação do acordo de cessar-fogo firmado entre os dois países.
"Aeronaves dos Estados Unidos acabaram de atacar locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, além de estações de radar costeiras, por violarem o Acordo de Cessar-Fogo, mais uma vez", escreveu o presidente.
Na mesma publicação, Trump fez uma ameaça direta ao governo iraniano. "Pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de ser razoáveis e seremos forçados a concluir militarmente o trabalho que começamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", afirmou.
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a operação foi realizada em resposta a sucessivos ataques atribuídos ao Irã. Os militares americanos afirmam que um navio comercial foi atingido por drones na quinta-feira (25), enquanto neste sábado outra embarcação que navegava sob bandeira do Panamá, transportando mais de 2 milhões de barris de petróleo bruto, também teria sido atacada nas proximidades do Estreito de Ormuz.
Os EUA informaram que o tráfego marítimo na região continua funcionando, mas reforçaram que suas forças permanecem em estado de alerta.
A nova escalada acontece apenas dez dias após Estados Unidos e Irã anunciarem uma trégua e assinarem um memorando com 14 pontos, que previa, entre outras medidas, o fim das operações militares, a reabertura do Estreito de Ormuz, a retomada da exportação de petróleo e o início de negociações para um acordo definitivo.
Considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, o Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% a 25% de todo o petróleo comercializado mundialmente, tornando qualquer tensão na região motivo de preocupação para os mercados internacionais.