Política Internacional

Trump ameaça Colômbia após ataque na Venezuela e detenção de Nicolás Maduro

Presidente dos EUA sugere ação militar, critica governo colombiano e volta a citar Cuba em declarações a jornalistas.

Ameaças foram reforçadas pelo secretário de Estado, Marco Rubio - Imagem: Getty Images

Ana Beatriz Publicado em 05/01/2026, às 08h59

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças no cenário internacional neste domingo (4/1), ao sugerir que uma operação militar contra a Colômbia poderia ser realizada após os recentes acontecimentos na Venezuela, que culminaram na detenção de Nicolás Maduro.

As declarações foram dadas a jornalistas a bordo do Air Force One, avião presidencial americano. Questionado se os Estados Unidos pretendiam lançar uma ação militar contra o território colombiano, Trump respondeu: “Para mim, parece uma boa ideia.”

Na sequência, o presidente americano atacou diretamente o governo da Colômbia e o presidente Gustavo Petro, a quem acusou de envolvimento com o narcotráfico. “A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, afirmou.

Trump já havia citado Petro no sábado (3/1), durante sua primeira coletiva de imprensa após os ataques na Venezuela. Na ocasião, fez um alerta direto ao governo colombiano: “É melhor ele ficar esperto.”

O presidente dos EUA também voltou a mencionar Cuba como possível foco de atenção da política externa americana. “Cuba será um assunto sobre o qual acabaremos conversando. Queremos ajudar o povo de Cuba, queremos também ajudar as pessoas que foram forçadas a sair de Cuba”, declarou.

As ameaças foram reforçadas pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que afirmou que as falas do presidente devem ser levadas a sério. Segundo ele, guardas cubanos teriam participado da proteção de Maduro durante a incursão americana na Venezuela. “Se eu morasse em Havana e fizesse parte do governo, no mínimo estaria preocupado”, disse Rubio.

As declarações elevam a tensão diplomática entre os Estados Unidos e países da América Latina, em um momento de instabilidade política na região.

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