JUSTIÇA

Professor conquista vitória na justiça após reação à vacina

Pedro García conquistou a vitória no Tribunal Social nº 31 de Barcelona, após o mesmo classificar o caso como acidente de trabalho

Caso marca o primeiro veredito desse tipo no país - Imagem: Reprodução / Redes Sociais

William Oliveira Publicado em 26/03/2025, às 12h19

Após quatro anos de batalhas judiciais e um longo período de silêncio, o professor Pedro García obteve uma vitória importante no Tribunal Social nº 31 de Barcelona. A corte reconheceu que os coágulos sanguíneos que ele sofreu são consequência da vacinação com a AstraZeneca, administrada em 2021, quando foi obrigado a se vacinar por ser considerado um trabalhador essencial.

A sentença do tribunal representa um marco inédito no sistema jurídico espanhol, ao classificar o caso como um acidente de trabalho. Este é o primeiro veredito desse tipo no país, estabelecendo um precedente relevante para futuras ações semelhantes.

O diagnóstico médico confirmou que Pedro desenvolveu trombocitopenia trombótica imune induzida pela vacina, uma reação adversa previamente reconhecida pela Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde (AEMPS). Essa condição exigiu cuidados médicos intensivos e resultou em complicações significativas para sua saúde.

O professor ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por uma semana e passou três semanas no hospital. Após esse período, precisou se afastar de suas atividades profissionais por um ano e meio. Mesmo após a recuperação inicial, Pedro continua a enfrentar consequências permanentes para sua saúde, incluindo a necessidade de monitoramento constante.

"Meu fígado pode parar de funcionar em dois anos", revelou.

A decisão do tribunal não só beneficia o professor García, mas também estabelece um importante precedente legal para outros profissionais essenciais que sofreram reações adversas graves após a vacinação. Isso pode abrir caminho para diversas ações judiciais semelhantes, buscando reconhecimento e compensação por danos à saúde relacionados à vacinação.

A Associação ATEAVA, que representa indivíduos afetados por reações adversas à vacina, comemorou a decisão judicial como um sinal positivo após anos de luta e silenciamento. Em uma declaração oficial, a associação afirmou: "É o primeiro sinal de justiça após quatro anos de luta e silêncio".

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