Promotoria de Paris confirma prisão de dois suspeitos envolvidos no roubo milionário de joias no Museu do Louvre, um deles prestes a fugir
Redação Publicado em 26/10/2025, às 11h25
A investigação sobre o roubo milionário de joias no Museu do Louvre, na França, teve um avanço importante. A promotoria de Paris confirmou que suspeitos de envolvimento no crime foram presos. Um dos homens detidos estava prestes a fugir do país.
Segundo informações da imprensa francesa, dois suspeitos foram capturados e presos na noite de sábado (25), por volta das 22h no horário local. Ambos teriam cerca de 30 anos e já eram conhecidos pelas autoridades policiais por outros crimes.
A prisão de um deles aconteceu em um momento crítico. De acordo com Laure Beccuau, a promotora responsável pelo caso, o homem foi pego no aeroporto Charles de Gaulle, nos arredores de Paris, quando se preparava para embarcar em um voo com destino à Argélia. A ação rápida da polícia impediu sua fuga.
Roubo das joias da Coroa
O crime que chocou a França aconteceu no fim de semana anterior. Ladrões invadiram a famosa Galeria Apollo, no andar superior do Louvre, uma área que guarda as valiosíssimas joias da Coroa Francesa. A ação foi ousada e durou somente sete minutos.
Durante o assalto, os criminosos quebraram duas vitrines que tinham sistemas de alta segurança e conseguiram levar nove peças históricas. O Ministério da Cultura da França confirmou o roubo, que gerou uma crise e levantou sérias questões sobre a segurança de um dos museus mais famosos e visitados do mundo.
Após o roubo, medidas de segurança foram reforçadas, e as joias restantes foram temporariamente transferidas para o Banco da França. A diretora do Louvre chegou a pedir demissão devido ao incidente, mas o pedido foi recusado pela ministra da Cultura.
A prisão dos dois suspeitos agora é um passo fundamental para a investigação. A polícia trabalha para recuperar as joias roubadas e identificar se há mais pessoas envolvidas no planejamento e execução do assalto espetacular. A captura no aeroporto mostra que a rede de investigação estava atenta aos movimentos dos possíveis criminosos.