Novo achado em área rural levanta suspeitas inesperadas e muda o rumo das buscas
Manoela Cardozo Publicado em 15/03/2026, às 12h30
A investigação sobre o desaparecimento da psicóloga brasileira Vitória Figueiredo Barreto ganhou um novo capítulo que deixou familiares e autoridades em alerta. Durante uma varredura em áreas de campo na região costeira de Brightlingsea, na Inglaterra, policiais localizaram o notebook da jovem junto com a capa protetora do equipamento.
Os objetos estavam próximos da bolsa de Vitória, encontrada durante as buscas feitas dias depois do sumiço da brasileira. A informação foi confirmada por familiares e amigos que acompanham o caso de perto e aguardam qualquer pista que possa ajudar a reconstruir os últimos passos da psicóloga.
Mesmo com a descoberta, itens considerados essenciais ainda não apareceram. O passaporte, o celular e os cartões de crédito da jovem continuam desaparecidos, o que aumenta o mistério em torno do caso.
Entre familiares e pessoas próximas, uma hipótese começou a ganhar força. A suspeita é de que Vitória tenha deixado para trás objetos mais pesados de forma deliberada para conseguir se deslocar com mais facilidade, mantendo consigo apenas o que fosse necessário para sobreviver.
Enquanto aguardam respostas mais concretas das autoridades britânicas, parentes da psicóloga decidiram agir por conta própria. Grupos se organizaram para percorrer bairros e vilarejos próximos, conversar com moradores e espalhar cartazes que pedem informações sobre o paradeiro da brasileira.
A mobilização também envolveu a comunidade brasileira na região. Em Southend-on-Sea, moradores foram orientados a colocar bandeiras do Brasil nas janelas de casa, criando pontos visíveis que possam servir como referência caso Vitória apareça procurando ajuda.
Outra expectativa agora gira em torno da análise de possíveis evidências encontradas durante as buscas. Lencinhos umedecidos recolhidos em uma das áreas investigadas foram encaminhados para exame, e a família aguarda a confirmação de testes de DNA que possam indicar se os objetos tiveram contato com a psicóloga.
O desaparecimento de Vitória mobiliza autoridades e voluntários desde o início de março. Informações preliminares indicam que a brasileira saiu da Universidade de Essex e seguiu viagem utilizando transporte público e embarcações na região costeira antes de desaparecer.
Natural de Fortaleza, Vitória estava na Europa desde janeiro, quando participou de compromissos acadêmicos no exterior. Depois das atividades no Marrocos, ela chegou à Inglaterra com planos de continuar pesquisas e tentar avançar na carreira científica.
A jovem estava hospedada na casa de uma amiga brasileira enquanto colaborava em um projeto ligado à universidade. No dia em que desapareceu, as duas almoçaram juntas e combinaram de se reencontrar mais tarde, mas Vitória nunca apareceu no local combinado.
Pessoas próximas dizem que a psicóloga sonhava em aprofundar os estudos e manter vínculos acadêmicos com a instituição. A mesma amiga relatou que Vitória não parecia estar bem nos dias anteriores ao desaparecimento, um detalhe que agora também passa a ser observado pelos investigadores.
O caso chegou às autoridades britânicas no dia seguinte ao sumiço. Desde então, familiares viajaram para a Inglaterra e acompanham de perto cada nova pista que surge na investigação.
O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha a situação por meio do consulado brasileiro em Londres, mantendo contato com as autoridades locais e prestando assistência à família da psicóloga.