Departamento de Defesa dos EUA inicia processo de retirada de até mil militares que se identificam como transgêneros
William Oliveira Publicado em 09/05/2025, às 11h57
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, conhecido como Pentágono, anunciou que iniciará imediatamente o processo de retirada de até mil militares que se identificam abertamente como transgêneros. A nova diretriz, divulgada na última sexta-feira (9), também estabelece um prazo de 30 dias para que outros soldados possam se autoidentificar.
A medida surge após uma decisão da Suprema Corte dos EUA, na terça-feira (6), que favoreceu a administração Trump ao permitir a implementação da proibição do alistamento de pessoas transgênero nas Forças Armadas. Em consequência, o Departamento de Defesa planeja revisar registros médicos para identificar militares que ainda não se assumiram publicamente como transgêneros.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, que assinou a nova diretriz, já havia deixado clara sua posição após a decisão judicial. Em uma publicação na rede social X, Hegseth afirmou: "Chega de trans no DoD [Departamento de Defesa]".
Em declarações anteriores, Hegseth foi enfático ao afirmar que seu departamento está abandonando o que chamou de "wokismo", em referência ao ativismo em defesa das minorias. Em encontro com forças de operações especiais em Tampa, declarou: "Chega de pronomes".
As autoridades do Pentágono reconhecem que é desafiador determinar o número exato de militares transgêneros em serviço ativo, mas indicam que registros médicos podem ajudar a identificar aqueles diagnosticados com disforia de gênero ou que estejam em tratamento relacionado. Os militares que se enquadrarem nesse perfil serão obrigados a deixar o serviço militar de forma involuntária.
Dados do Pentágono revelam que, em 9 de dezembro de 2024, havia cerca de 4.240 soldados diagnosticados com disforia de gênero em atividade, incluindo membros da Guarda Nacional e da Reserva. No entanto, autoridades alertam que o número real pode ser ainda maior.
A nova diretriz divulgada agora é semelhante àquela proposta em fevereiro, mas que havia sido temporariamente suspensa devido a processos judiciais em andamento.