GUERRA

Israel retoma ataques a Gaza após quebra do cessar-fogo com o Hamas

Exército de Israel realiza novos bombardeios em Gaza, resultando em mortes de civis e intensificando o conflito na região

Situação em Gaza se agrava com a pressão israelense sobre o Hamas para a liberação de reféns capturados - Imagem: Reprodução / X / @Metropoles

William Oliveira Publicado em 20/03/2025, às 10h57

Nesta quinta-feira (20), o Exército de Israel lançou uma nova série de ataques aéreos direcionados a alvos do Hamas na Faixa de Gaza. De acordo com o Ministério da Saúde palestino, os bombardeios causaram a morte de pelo menos 58 pessoas, incluindo civis.

Este ataque marca mais uma ação militar desde a quebra do cessar-fogo em 17 de outubro, quando Israel realizou um bombardeio substancial contra o Hamas, alegando retaliação pela não liberação de reféns capturados em outubro de 2023. Esse bombardeio resultou na morte de 413 pessoas no enclave palestino, entre elas mulheres e crianças.

Além dos ataques aéreos, as forças israelenses retomaram operações terrestres nas regiões central e sul de Gaza. Como resultado, muitos palestinos começaram a fugir em massa para escapar dos conflitos, gerando congestionamentos nas estradas da área.

Em resposta, o Hamas classificou os ataques israelenses como uma "violação grave" do cessar-fogo. Os representantes do grupo pediram aos mediadores que garantissem as responsabilidades relacionadas à trégua, alertando que a retomada das hostilidades poderia levar a uma "sentença de morte" para os reféns ainda em Gaza.

O cessar-fogo entre Israel e o Hamas, implementado em 19 de janeiro, tinha três etapas previstas: a suspensão completa das hostilidades, o aumento da ajuda humanitária para Gaza e a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos. A primeira fase foi concluída em 1º de março. Embora negociações para avançar para a segunda fase tenham começado, um impasse ocorreu quando Estados Unidos e Israel propuseram mudanças nos termos originais, visando a liberação de mais reféns. Essa proposta foi rejeitada pelo Hamas, frustrando as autoridades israelenses.

Em retaliação ao impasse e à falta de avanço na ajuda humanitária, Israel decidiu interromper o fluxo de assistência para Gaza. Com a retomada dos ataques, o governo israelense visa pressionar o Hamas para entregar os reféns, com apoio dos Estados Unidos.

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