União reforça apoio a brasileiros repatriados com assistência social e acolhimento provisório
Lívia Gennari Publicado em 25/05/2025, às 22h40
Neste fim de semana, um grupo de 103 brasileiros deportados dos Estados Unidos desembarcou no Brasil, em um voo fretado pelas autoridades americanas. A informação foi divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República neste domingo (26).
O aumento das deportações está ligado ao endurecimento das políticas migratórias dos Estados Unidos, que ficaram mais rígidas a partir do primeiro mandato de Donald Trump, em 2017, e seguem sendo reforçadas no atual governo.
Com esta nova operação, o número de voos de repatriação com destino ao Brasil sobe para quase dez somente em 2025, refletindo um cenário crescente de brasileiros que tentam migrar de forma ilegal em busca de melhores condições de vida, mas acabam sendo deportados.
De acordo com o comunicado oficial, dos 103 repatriados, 24 ficaram em Fortaleza (CE), 76 seguiram para Confins (MG) e três foram detidos pela Polícia Federal, por possuírem pendências judiciais em território nacional.
Entre fevereiro e maio deste ano, a União já trouxe de volta ao país 783 brasileiros em situação de vulnerabilidade no exterior, sendo a maioria proveniente dos Estados Unidos. Deste total, 616 são homens, 155 mulheres e 12 não tiveram o gênero informado.
O governo brasileiro informou que, logo na chegada, os deportados recebem kits de higiene pessoal, alimentação, apoio psicossocial e informações para acesso a serviços públicos, como atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), na Defensoria Pública e na rede de assistência social. Pessoas que fazem parte de grupos vulneráveis, como idosos e pessoas com deficiência, recebem acompanhamento especializado para garantir os cuidados necessários.
Para aqueles que não possuem destino certo ou rede de apoio no Brasil, a União oferece acolhimento provisório, com direito a alimentação, hospedagem temporária e auxílio no custeio de passagens de ônibus para que possam retornar às suas cidades de origem.
O movimento de deportações em massa tem acendido um alerta sobre os desafios da migração irregular, tanto para os países de destino quanto para o Brasil, que precisa estruturar a recepção e reinserção social desses cidadãos no retorno ao país.